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Nacional goleia Princesa e conquista seu 42º título estadual

Em um jogo de muito rigor tático e força física por parte do Leão da Vila Municipal, o Nacional venceu o Princesa do Solimões por 5 a 1

Jogadores comemoram com a torcida o triunfo quase impossível

Jogadores comemoram com a torcida o triunfo quase impossível (J Renato Queiroz)

Sangue, suor e lágrimas. Assim pode-se resumir a partida emocionante que marcou o 42º título do Nacional Futebol Clube na tarde deste sábado (24). O Leão da Vila Municipal teve de lutar contra a vantagem de dois gols do Princesa do Solimões, equipe de Manacapuru, conseguida na primeira partida da final, como também a maneira desleal com que o adversário se postou em campo em alguns momentos.

Os pouco mais de 3 mil torcedores que foram ao estádio Roberto Simonsen, no Clube do Trabalhador, Sesi, na Zona Leste de Manaus, assistiram a uma partida que teve direito a tudo do melhor - e do pior - que o futebol pode oferecer.

A final do campeonato estadual deste ano teve transmissão ao vivo da TV A CRÍTICA e foi acompanhada lance a lance pelo Portal ACRITICA.COM.

Nacional dita ritmo

Logo no início da partida ficou clara a estratégia do Leão para reverter a vantagem do Tubarão: sufocar o adversário a partir da linha de ataque, anulando as ações do rival. Para isso, não se furtou de abusar de faltas para parar jogadas e tomar a bola do Princesa.

Não demorou para a tática de Sinomar Naves se mostrar acertada. Aos 5 minutos da primeira etapa, Bruno Potiguar cobrou falta fechada pelo lado esquerdo do campo, a bola foi em direção do goleiro Nilton, que sofreu falta não assinalada de Índio, e viu a bola balançar as redes. Princesa 0, Nacional 1.

Os jogadores do Princesa ficaram revoltados com a validação do gol e partiram para cima do árbitro Frutuoso, que deu cartão amarelo para Deurick e Amaral por reclamação.

A partida continuou quente, com o Princesa passivo em campo, aparentando não saber direito o que fazer com o Nacional pressionando o tempo todo. Os jogadores se mostravam nervosos por estarem sendo anulados em campo.

O primeiro lance de perigo da equipe de Manacapuru veio aos 8 minutos. Em grande lance de Fininho, o jogador cruzou pela direita da linha de fundo para Nando cabecear certeiro para o gol. Mas a bandeirinha Amiakeze já havia marcado tiro de meta para o Nacional.

O Leão continuou bem e quase ampliou aos 14 minutos com Felipe Capixaba de frente para a grande área. Ele recebeu bola açucarada de Bruno Portiguar, mas chutou para fora.

Em um lance raro de bobeira da defesa nacionalina, aos 21 minutos, Fininho roubou bola de Daylson – que havia tocado muito mal - e avançou, vendo Nando sozinho de frente para o gol. Mesmo com a defesa do Leão desarmada, Nando conseguiu chutar muito mal e Wagner defendeu sem dificuldade.

O que restava para o Princesa era apostar nos contra ataques. E foi em um deles que o Tubarão chegou ao empate com o zagueirão Lídio, aos 30 minutos. Em cobrança de falta pela esquerda, Michel Parintins viu Lídio nas costas da defesa do Nacional e lançou bola para o zagueiro, que chutou cruzado da direita e deixou tudo igual. Princesa 1 a 1 Nacional.

Mas o que parecia um alívio para o Princesa se transformou em tensão. Camisa 10 do time vermelho, Michel Parintins sentiu forte desconforto na virilha e teve de ser retirado de campo na maca, aos 38 minutos. Ele foi substituído pelo volante Baé antes do fim da primeira etapa.

Sem ter seu melhor criador de jogadas em campo, o Princesa reforçou sua marcação no meio campo. Isso não impediu o Nacional de marcar mais um gol aos 40 minutos: Léo Paraíba cruzou com precisão para seu xará Léo cabecear na frente de Milton. Princesa 1 x 2 Nacional.

Leão ruge e Princesa parte para a violência

Pouco a pouco o Nacional foi abrindo mais o caminho para o título, sempre usando a mesma tática. O Princesa não encontrou forças para segurar o volume de jogo do Leão e, aos 11 minutos da etapa final, Léo Paraíba, de novo, apareceu nas costas da zaga do Princesa e sozinho escorou para as redes. Nacional 3, Princesa 1.

Tendo de segurar o resultado que ainda lhe dava vantagem, o Princesa perdeu mais um jogador importante de seu elenco ao ver Clayton He-man pedir para ser substituído ao também sentir dores. Marquinhos Píter quis arriscar tudo e colocou o veloz Marinelson para o lugar do defensor e Edinho Canutama no lugar de Branco, tudo aos 13 minutos da segunda etapa.

A partida conseguiu ganhar um equilíbrio maior, mas o Tubarão não conseguiu efetivar suas jogadas de ataque. Herói da partida, Léo Paraíba foi substituído por Joáo Douglas após sentir contusão.

Se não podia igualar as coisas entre as quatro linhas, o jogadores do Princesa abusaram da cera para conter o ímpeto dos nacionalinos. Milton caiu ao menos três vezes "sentindo dores" e obrigou Frutuoso a paralisar a partida.

Mesmo assim, o Leão conseguiu tirar a vantagem do Princesa ao marcar o seu quarto gol, com João Douglas, que escorou bola com a cabeça após cruzamento aos 37 minutos. Nacional faz 4 a 1 em cima do Princesa.

A dinâmica da partida se inverteu e quem foi obrigado a partir para cima desta vez foi o Princesa. Com muita vontade mas pouca organização tática, os jogadores se lançaram ao ataque. Em um lance infeliz de Fininho, o meia agrediu Leonardo com dois socos quando este o perseguia tentando impedir seu avanço no ataque. Não contente ao ver o atacante no chão, Nando deu um forte chute contra o rosto do jogador caído.

As agressões geraram reação dos companheiros de Leonardo, que partiram para cima de Fininho e Nando. Deu-se início cenas lamentáveis no futebol amazonense, com uma briga generalizada que obrigou a tropa de choque da Polícia Militar a entrar em campo e, até com certa truculência, conter os ânimos. Os homens de escudo empurraram os jogadores de ambas as equipes para separar os brigões.

A torcida do Princesa não ajudava muito para tentar colocar panos quentes na situação e começaram a jogar diversos objetos em campo. A partida ficou paralisada por cerca de 22 minutos, até o árbitro ter garantia da PM de que a segurança havia sido restabelecida.

Neste meio tempo, Leonardo - que ficou alguns minutos desacordado no gramado do Sesi - foi retirado de maca e levado, diretamente do campo, para o hospital João Lúcio, com suspeita de fratura na face. Fininho do Princesa e Rodrigão do Naça foram expulsos pelo árbitro.

Reinício e consagração

Com a partida reiniciada, o Princesa foi só ataque. Quase chegou ao gol da conquista de seu segundo título com uma cobrança de falta venenosa de Canutama, que Wagner se esticou para mandar para a linha de fundo. Na sequência da jogada, após cobrança de escanteio, Thiago Brandão, entre dois defensores do Naça, mandou a bola para fora com um forte chute que Wagner apenas observou.

Com um minuto para encerrar a partida, João Douglas puxou contra ataque para o Nacional e só não entrou com bola e tudo no gol porque não quis, já que Milton havia saído da sua área para tentar cabeceio após cobrança de escanteio no lado oposto do campo.

Foi o gol do título, literalmente suado e brigado! Fim de jogo: quando ninguém apostava mais nele, o Nacional faz 5 a 1 em cima do Princesa do solimões e consagra-se campeão do Amazonense 2014. Parabéns aos torcedores, atletas e equipes azuis!

Princesa do Solimões

Milton, Deurick, Lidio, Brandão e He-Man; Rondinelli, Amaral, Fininho e Michell, Branco e Nando.

Técnico: Marquinhos Píter.

Nacional

Vagner, Daylson, Índio, Rodrigão e Jefferson Recife; Negretti, Potiguar, Léo Paraíba, Éder, Capixaba e Leonardo.

Técnico: Sinomar Naves.

Trio de arbitragem

Antonio Carlos Pequeno Frutuoso (árbitro), Marcos Santos Vieira (auxiliar) e Amiakeze Gomes de Sá (auxiliar).

Renda R$ 35 mil


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