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Suspeito ligado à Fifa é preso acusado de participar de venda ilegal de ingressos

Ray Whelan foi preso pela Polícia Civil carioca em um hotel de luxo na Zona Sul do Rio de Janeiro. Investigação informou que Whelan, e Jamil Chadel - argelino líder da quadrilha criminosa internacional que negociava ingressos da Copa do Mundo -, trocaram nada menos que 900 ligações nos últimos meses

Whelan é CEO da Match, empresa tercerizada da FIFA que detém o monopólio de negociação de pacotes de hospedagem para a Copa do Mundo durante a realização do evento no país

Whelan é CEO da Match, empresa tercerizada da FIFA que detém o monopólio de negociação de pacotes de hospedagem para a Copa do Mundo durante a realização do evento no país (Reprodução)

A polícia do Rio de Janeiro prendeu nesta segunda-feira (7) o diretor-executivo da Match, empresa ligada à Fifa, suspeito de facilitar o repasse de ingressos a um grupo acusado de venda ilegal, informou uma fonte da Polícia Civil.

A prisão de Ray Whelan ocorreu no hotel Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio, onde o suspeito estava hospedado. A cúpula da Fifa vem usando o mesmo hotel durante a Copa do Mundo.

“Esse era o nome que aparecia nas conversas”, disse à Reuters uma fonte na Polícia Civil na condição de anonimato.

O diretor da Match, a agência de viagens oficial da Fifa, teve a prisão temporária decretada pela Justiça a pedido da polícia, que temia que ele poderia tentar deixar o país.

Whelan foi levado à 18ª Delegacia de Polícia para ser interrogado.

Integrantes do grupo foram presos na semana passada, numa operação que resultou em ao menos 11 detidos, entre eles o franco-argelino Fofana Lamine, que seria o líder da suposta quadrilha.

Segundo a polícia, o grupo de Fofana estimava que poderia faturar com a Copa do Mundo no Brasil cerca de 200 milhões de reais.

Na semana passada, a polícia havia informado que as investigações apontavam que ele tinha acesso ao quartel-general da entidade no hotel de luxo na zona sul do Rio de Janeiro, usava um cartão de estacionamento da Fifa para ter acesso a estádios e áreas reservadas. Teria ainda contatos dentro da entidade que lhe permitiam obter ingressos para serem negociados.

A Fifa informou ao saber da operação, na semana passada, que se reuniria com as autoridades e aguardaria mais informações sobre as investigações antes de se posicionar.

A polícia informou que possui aproximadamente 50 mil escutas telefônicas que detalham a participação de cada um dos suspeitos de envolvimento no esquema.