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Felipão fará mudanças no Brasil e fala em busca de “sonho menor”

Scolari sacou o centro-avante Fred do time titular e testou Jô durante o treinamento coletivo da manhã desta sexta-feira (11) na Granja Comary. O último antes de enfrentar a Holanda do rival Louis Van Gaal pelo terceiro lugar da Copa do Mundo no sábado (12)

Luiz Felipe Scolarim mostrou-se resignado de disputar apenas o terceiro lugar com a Holanda após a derrota para a Alemanha

Luiz Felipe Scolarim mostrou-se resignado de disputar apenas o terceiro lugar com a Holanda após a derrota para a Alemanha (Reprodução/Ueslei Marcelino)

O técnico Luiz Felipe Scolari confirmou que fará duas ou três mudanças na seleção brasileira para o jogo com a Holanda, no sábado (12), e citou a conquista do terceiro lugar da Copa do Mundo como um “sonho menor”, após a derrota humilhante para a Alemanha na semifinal.

“Por necessidade vou fazer duas ou três substituições em virtude dos outros jogos também. Uma substituição, em um determinado setor, pode ser importante amanhã e também por gostar desse jogador”, disse Felipão nesta sexta-feira no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, local da partida contra os holandeses.

“Mas não vou colocar jogador que não tenho a completa confiança para ganhar o jogo”, completou ele.

O treinador brasileiro classificou o holandês Robben como o melhor jogador da Copa do Mundo e disse que no treinamento da manhã desta sexta-feira (11), na Granja Comary, em Teresópolis, simulou jogadas do próximo rival com Marcelo atuando na função de Robben.

Felipão fez várias mudanças no treino, incluindo a retirada do atacante Fred do time titular, mas disse que na atividade “não teve titular nem reserva... se tinham titulares eram os que estavam treinando defensivamente”.

Depois de perder por 7 x 1 para a Alemanha na semifinal, o Brasil busca o terceiro lugar do Mundial em casa como um prêmio de consolação.

“Não conseguimos (chegar à decisão), agora vamos buscar um sonho menor”, afirmou Felipão, destacando que quando era treinador de Portugal disputou o terceiro lugar da Copa de 2006 com a anfitriã Alemanha e viu “o quanto a Alemanha comemorou aquele terceiro lugar”, para depois partir para uma reformulação de seu futebol.

O técnico disse que após a pior derrota do Brasil na história procurou recuperar os jogadores na "parte psicológica, para que tenham a perspectiva de que seja nosso sonho principal".

"Estamos trabalhando para que (o time) possa entrar em campo com totais condições ... e pelo menos darmos ao povo brasileiro uma pequena alegria", acrescentou.

Essa será a quarta vez que o Brasil vai disputar o terceiro lugar do Mundial, depois de 1938, 1974 e 1978, com duas vitórias e uma derrota.

Em 1938, a seleção foi derrotada na semifinal para a Itália, que se tornaria campeã, em jogo que não pôde contar com Leônidas da Silva, principal jogador daquela geração, por causa de problemas físicos. Mas o jogador atuou contra a Suécia e marcou dois gols na vitória por 4 x 2 na decisão do terceiro lugar.

Na Alemanha, em 1974, o formato da Copa era diferente. A fase de semifinal era composta por dois grupos de quatro equipes, com o Brasil tendo Argentina, Alemanha Oriental e Holanda pela frente. No último jogo da chave, os brasileiros foram derrotados pela emergente ´Laranja Mecânica´ por 2 x 0, e ao perder para a Polônia por 1 x 0, terminou na quarta colocação.

Esse sistema de disputa foi mantido para a Copa de 1978, na Argentina. Os anfitriões, os poloneses e os peruanos compunham o grupo do Brasil. A seleção brasileira, mesmo invicta, acabou vendo os argentinos avançarem à final. Na briga pelo terceiro lugar, o time conseguiu reagir e venceu a Itália por 2 x 1, com um belo gol do lateral Nelinho.