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Para sindicato, escândalos do futebol mostram que jogadores precisam ser ouvidos

Jornal britânico Sunday Times publicou que aproximadamente US$ 5 milhões foram pagos a delegados da FIFA em troca de votos para a proposta vencedora do Catar para receber a Copa do Mundo em 2022

O Sunday Times obteve acesso a documentos que mostraram que o então presidente da Confederação de Futebol Asiático, Mohamed bin Hammam, tinha sido responsável por pagamentos afuncionários da FIFA em troca da escolha do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022

O Sunday Times obteve acesso a documentos que mostraram que o então presidente da Confederação de Futebol Asiático, Mohamed bin Hammam, tinha sido responsável por pagamentos afuncionários da FIFA em troca da escolha do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022 (Reprodução)

Os jogadores devem ter mais voz na forma como o futebol é organizado para evitar "escândalo após escândalo", disse o sindicato mundial dos jogadores nesta segunda-feira (2) após acusações de que foram pagos subornos para o Catar ganhasse o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022.

Os organizadores do Catar já negaram veementemente as acusações de suborno publicadas no último domingo (1). Peter Goldsmith, um membro do Comitê Independente de Governança da Fifa, disse nesta segunda-feira que a decisão de realizar a Copa no Catar deve ser revogada se as acusações forem comprovadas.

"Atualmente, os jogadores e os interesses dos jogadores são muitas vezes negligenciados ou ignorados no processo de tomada de decisão", disse o sindicato dos jogadores FIFPro , em um comunicado, afirmando que vê as acusações contra o Catar com preocupação.

"Este é um triste reflexo da má administração do jogo, que é claramente ultrapassada. É inaceitável que a administração do jogo continue a ser maculada por um escândalo após outro escândalo."

A crise ameaça ofuscar a preparação para a Copa do Mundo deste ano, dias antes de seu início, no Brasil.

Michael Garcia, um ex-promotor norte-americano, foi contratado para conduzir uma investigação interna sobre a escolha do Catar, um pequeno e rico país do Golfo, onde as temperaturas sobem acima de 50 graus Celsius nos meses de verão, quando o torneio deve ser realizado.

O jornal Sunday Times disse que obteve milhares de emails e outros documentos que mostraram que o então presidente da Confederação de Futebol Asiático, Mohamed bin Hammam, um cidadão do Catar, tinha sido responsável por pagamentos a outros funcionários para ganhar votos para o país.

O Catar afirma que Bin Hammam não desempenhou nenhum papel na proposta bem sucedida do país para sediar a Copa do Mundo.

Bin Hammam já foi afastado do futebol depois de ter sido considerado culpado em 2011 de tentativa de suborno para garantir votos para a sua própria tentativa de presidir a Fifa. Essa punição foi posteriormente anulada, mas ele foi banido para sempre uma segunda vez em 2012 por "conflitos de interesse", enquanto presidente da Confederação de Futebol Asiática.