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Foto de Pistorius na noite da morte de sua namorada é mostrada no julgamento

A foto foi mostrada pelo chefe da investigação que enfrentou o questionamento da defesa do réu sobre o trabalho forense na cena do assassinato

Caso seja declarado culpado, Pistorius enfrentará pelo menos 25 anos de prisão

Caso seja declarado culpado, Pistorius enfrentará pelo menos 25 anos de prisão (Reprodução/Twitter)

A polícia sul-africana passou por um novo constrangimento no julgamento de Oscar Pistorius nesta sexta-feira (14) quando veio à tona que um relógio caro desapareceu da cena do crime e que um especialista em balística manuseou a arma do atleta sem luvas.

O atleta olímpico e paralímpico, conhecido como "Blade Runner" por correr com próteses, nega o assassinato premeditado de sua namorada, Reeva Steenkamp, em fevereiro do ano passado, alegando que disparou contra ela acidentalmente depois de confundi-la com um invasor.

No décimo dia do julgamento, o coronel Schoombie Van Rensburg, primeiro policial a chegar à casa de Pistorius na propriedade de luxo em Pretória, expressou sua raiva com os equívocos forenses, mas teve seu próprio trabalho questionado pela defesa.

Van Rensburg disse que o relógio desaparecido era um dos oito encontrados na casa.

"Eu disse a toda a equipe forense que esses relógios são uma grande preocupação minha", declarou ao tribunal. "Então um dos especialistas mencionou que este relógio em particular, verde e preto, está avaliado entre 50 e 100 mil rands (4.650 a 9.300 dólares).

"Desci à garagem, e um dos policiais chegou e mencionou que um dos relógios tinha sumido. Eu disse: ‘O que você quer dizer? Não acredito. Estávamos lá agora mesmo'".

Ele disse que todos na casa, incluindo os policiais presentes, foram revistados, assim como seus carros, mas o relógio tinha desaparecido.

Em outro exemplo de trabalho policial mal feito, Van Rensburg descreveu como um especialista em balística segurou a arma de Pistorius nas mãos sem usar luvas. "Fiquei muito bravo, não fiquei muito satisfeito com o que vi", disse.

Isso pode não influir no caso, já que não se discute que Pistorius fez os disparos fatais. Mas a credibilidade da investigação como um todo ainda pode se mostrar crucial para o desfecho de um julgamento que mobiliza a África do Sul e ainda deve durar várias semanas.

Dias após o assassinato de Steenkamp, foi revelado que Hilton Botha, o detetive que investigava o caso inicialmente, estava enfrentando acusações de tentativa de assassinato por disparar em um micro-ônibus cheio de passageiros.

Ridicularizado pela maneira descuidada como conduziu a investigação inicial, ele foi tirado do caso e pediu demissão da corporação. Van Rensburg também deixou o cargo desde então, mas continua sendo uma testemunha-chave.

Se declarado culpado de assassinato premeditado, Pistorius enfrentará pelo menos 25 anos de prisão. O atleta diz ter tido a certeza de que atirava contra um invasor quando disparou quatro vezes através da porta trancada do banheiro, três dos quais atingiram Steenkamp.