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Projeto oferecerá jiu-jitsu como ferramenta pedagógica para cerca de mil alunos da rede pública

O Aprender, Conviver e Lutar começou, em 2013, em três escolas e atendeu 265 alunos. O resultado do projeto foi tão positivo que, neste ano, o número de participantes mais que triplicou

O projeto visa usar o jiu-jítsu para potencializar as habilidades mentais, sociais e motoras dos estudantes

O projeto visa usar o jiu-jítsu para potencializar as habilidades mentais, sociais e motoras dos estudantes (Divulgação)

Cerca de mil alunos, de 3 a 14 anos, da rede municipal de ensino terão aulas de jiu-jítsu como ferramenta pedagógica, neste ano, por meio do Projeto Aprender, Conviver e Lutar. Na manhã desta sexta-feira (21) o programa, que tem auxiliado no combate à evasão escolar, teve a aula inaugural realizada na quadra do Centro de Educação Infantil (Cmei) Padre Pedro Gabriel, na Rua Libertador, Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus. Os alunos do projeto colocaram quimonos e faixa e foram para o tatame.

Serão atendidos 960 estudantes de 3 a 14 anos, em oito escolas polos, distribuídas em todas as zonas de Manaus.

Segundo o secretário de Educação Humberto Michiles, a prática do esporte na escola trouxe uma melhoria significativa no rendimento escolar dos alunos e se mostrou eficaz no combate à evasão escolar, por isso houve o investimento para ampliação.

“Foi constatado que 90% dos participantes desse projeto foram aprovados. Ou seja, permaneceram na escola e foram aprovados. Daí a secretaria tomar a iniciativa de ampliar esse projeto que trabalha não apenas o desenvolvimento psicomotor do jovem e das crianças, mas também a disciplina. O projeto torna a escola mais prazerosa, promove a integração da família com a comunidade escolar e por isso foi bem aceito”, explicou.

Aulas

As aulas do Projeto Aprender, Conviver e Lutar são realizadas duas vezes na semana, com uma hora de duração cada, e dividida em três momentos. No primeiro, é feita a saudação inicial. Em seguida é trabalhada a parte física com corrida, cabo de força e circuito com bolas e cones. A terceira e última etapa trabalha os golpes do jiu-jítsu, ensinados de acordo com a faixa-etária dos alunos.

O coordenador do projeto, professor Ronnie Melo, bicampeão brasileiro na categoria peso superpesado e atual campeão do Miami Open, acredita que o principal legado do Aprender, Conviver e Lutar não é formar campeões do esporte, mas campeões da vida.

“Nossa trabalho é voltado para o ensino, usando o esporte como ferramenta pedagógica, ajudando na concentração, respeito e principalmente na vontade de estudar, requisitos que fazem de qualquer pessoa um cidadão bem sucedido”, disse.

Todos os equipamentos necessários para as aulas são doados pela Prefeitura. Cada criança recebe seu quimono e as escolas são equipadas com tatames de qualidade e os professores são educadores físicos da Semed.

 Desenvolvimento do aluno

O projeto visa usar o jiu-jítsu para potencializar as habilidades mentais, sociais e motoras dos estudantes, e tem conseguido alcançar os objetivos propostos. O funcionário público Edmilson Freire, pai da estudante Eliana, de 6 anos, percebeu melhoras no comportamento da filha, após ela começar a praticar o esporte.

“Ela ficou mais responsável e disciplinada, com iniciativa para fazer as coisas. Percebi um amadurecimento da minha filha. Ela gosta muito e fica na expectativa para o dia da aula. A Semed está de parabéns pela iniciativa”, disse.

Aliás, durante a aula inaugural, Eliana era uma das mais ativas. À vontade de quimono, ela explicou porque gosta tanto do esporte. “Eu rolo, brinco com meus colegas e ainda aprendo a me defender”.