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COB tira lições da Copa para evitar 'chororô' na Olimpíada

Um grupo de psicólogos já vem trabalhando com os atletas olímpicos brasileiros para evitar qualquer tipo de descontrole emocional apresentado pela Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo

Praticamente tudo foi motivo de choro para jogadores da Seleção Brasileira nos jogos do país durante a Copa do Mundo

Praticamente tudo foi motivo de choro para jogadores da Seleção Brasileira nos jogos do país durante a Copa do Mundo (Reprodução)

O vexame da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo disputada em casa deve servir de lição para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na tentativa de evitar nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, uma humilhação parecida com a derrota de 7 x 1 sofrida pelo Brasil diante da Alemanha na semifinal do Mundial, disseram membros do COB na última quarta-feira (23).

Um dos legados da Copa de 2014 será a preocupação com a preparação emocional dos atletas olímpicos até 2016.

Outra preocupação do COB é evitar colocar sobre os atletas uma pressão pela conquista de medalhas, como a gerada pela obrigação de título colocada pela então comissão técnica da seleção antes do Mundial.

Na Olimpíada de Londres, em 2012, eram sete psicólogos dando assistência à delegação do Brasil. Em algumas modalidades, o trabalho emocional é feito diretamente pela comissão técnica da equipe.

“É bom que se entenda que psicologia não vai ser salvação, mas ajuda no equilíbrio emocional do atleta... Os Jogos no Brasil trazem ansiedade e pressão maior. A gente sabe que a Copa foi rica de experiências para todos nós, estamos estudando para aproveitar o que foi positivo e neutralizar o que há de negativo”, afirmou o gerente de performance do COB, Jorge Bichara.

O COB anunciou nesta quarta a meta de conquistar ao menos 27 medalhas na Olimpíada do Rio, resultado que colocaria o Brasil entre os dez países com maior número de medalhas, nas estimativas da entidade.

O comitê, no entanto, fez questão de frisar que essa é uma meta, não uma obrigação, numa tentativa de evitar uma repetição da pressão sofrida pelos jogadores da seleção após o então coordenador técnico da equipe, Carlos Alberto Parreira, e o técnico Luiz Felipe Scolari, declararem que o Brasil tinha obrigação de conquistar o hexacampeonato mundial em casa.

"Uma coisa é meta e outra é obrigação. Se não fosse real, não traçaríamos. O top dez é agressivo e possível. Se ficar com 26 medalhas, não tem problema”, disse a jornalistas o diretor de esportes do COB, Marcus Vinicius Freire.

“(Nossa meta) é arrojada, porém factível”, garantiu.

Em Londres, os atletas brasileiros conquistaram 17 medalhas, o que deixou o país na 15ª posição. A meta do COB é que o Brasil fique entres os 10 primeiros em 2016 em número de medalhas, mas o ranking considerado pela entidade para elaborar a meta do país para 2016 não leva em conta o peso da cor da medalha conquistada, primeiro critério levado em conta para definir a posição dos países no quadro de medalhas.

Durante a Copa do Mundo deste ano, os atletas da seleção brasileira aparentaram descontrole emocional em alguns momentos, como por exemplo nas oitavas de final contra o Chile, quando o Brasil venceu nos pênaltis e o capitão Thiago Silva pediu para ser o último a cobrar a penalidade, até mesmo depois do goleiro Julio Cesar.

Na eliminação diante da Alemanha, a seleção entrou em colapso ao sofrer o segundo gol, acabou levando quatro gols em seis minutos, dando adeus ao sonho do hexa e sacramentando a pior derrota nos 100 anos de história de seleção brasileira.

“Não podemos comparar com a ambição do futebol. O que pretendemos é ir bem“, disse o presidente do COB, Carlos Nuzman, acrescentando que se o país ficar em décimo-primeiro ou décimo-segundo não haverá desolamento por isso.

“A meta motiva o atleta, o torcedor e a preparação. A meta tinha que ser ousada porque é no Brasil... a meta é uma provocação sadia. Felizmente, não colocamos pressão nos atletas e não temos e pressão de ser campeão olímpico.”