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COI aumenta pressão sobre preparativos da Olimpíada do Rio

Federações internacionais criticaram nesta semana o governo por constantes atrasos e problemas em se comunicar de forma eficiente com o comitê organizador dos Jogos

Trabalhadores em greve em frente ao local de obras do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico Internacional vai adotar uma série de medidas, incluindo uma presença mais forte no Rio de Janeiro para monitorar o progresso e acelerar os preparativos atrasados para a Olimpíada de 2016

Trabalhadores em greve em frente ao local de obras do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico Internacional vai adotar uma série de medidas, incluindo uma presença mais forte no Rio de Janeiro para monitorar o progresso e acelerar os preparativos atrasados para a Olimpíada de 2016 (Divulgação)

O Comitê Olímpico Internacional vai adotar uma série de medidas, incluindo uma presença mais forte no Rio de Janeiro para monitorar o progresso e acelerar os preparativos atrasados para a Olimpíada de 2016, anunciou o presidente do COI, Thomas Bach, nesta quinta-feira (10).

Os preparativos para os Jogos de 2016, a primeira Olimpíada no continente sul-americano, têm sido alvo de atrasos, aumento de custos e problemas de comunicação entre os diferentes níveis de governo e os organizadores.

"Tivemos uma reunião (na quinta-feira) em uma atmosfera muito construtiva com os nossos parceiros do Rio", disse Bach, em entrevista coletiva na Turquia, ao final de uma reunião de dois dias do conselho-executivo.

"Então, tomamos algumas decisões sobre... como podemos acelerar de uma forma ou de outra as obras no Rio e como podemos trabalhar ainda mais próximo do comitê organizador e dos diferentes níveis de governo."

Entre as medidas tomadas estão a criação de um órgão de decisão envolvendo o governo, o COI e o comitê organizador para que as decisões sejam tomadas mais rapidamente, e o envio do diretor-executivo de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, para o Rio mais cedo do que o inicialmente planejado.

A frequência de visitas da comissão de avaliação à cidade também será aumentada, e o COI vai contratar gerentes de projeto locais para a execução diária dos planos e enviar forças-tarefas especializadas compostas de especialistas para analisar questões específicas. Estes profissionais serão nomeados nas próximas semanas, segundo Bach.

Bach disse que os organizadores brasileiros e o prefeito do Rio foram informados das medidas e as acolheram.

"Não se trata de dar cartões (amarelos). Trata-se de garantir o sucesso destes Jogos. Nós ainda acreditamos que esses Jogos podem ser muito bem-sucedidos e vamos empreender todas as medidas para tornar esses jogos um sucesso", disse.

Embora o Rio tenha conquistado o direito de sediar o evento em 2009, as obras do Parque Olímpico de Deodoro, onde serão disputadas nove modalidades, ainda não foram iniciadas, e o ritmo do progresso em outros locais-chave é lento.

Velejadores têm criticado a poluição da baia de Guanabara, onde serão disputadas as provas de iatismo, e desde a semana passada os operários do Parque Olímpico da Barra da Tijuca entraram em greve cobrando aumento de salário.

"Precisamos de toda a nossa energia, porque nós compartilhamos as preocupações. O que estamos fazendo, com nossa experiência na organização de Jogos, é mostrar maneiras pelas quais os diferentes níveis de governo podem trabalhar melhor juntos, como a cooperação contínua pode ser assegurada."

"Após a cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio, podemos voltar a esta questão (de quem é a culpa) e falar sobre a responsabilidade."