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Promessa para Rio 2016, Guilherme Costa desembarca em Manaus

Integrando a seleção brasileira desde outubro de 2009, Guilherme Costa ocupa atualmente a 24ª colocação no ranking mundial, treina na AABB de Brasília e é federado pelo Amazonas

O atleta que já passou por mais de dez países nos últimos anos, já tem na agenda para este ano competições e intercâmbio na Eslovênia, Eslováquia e China

O atleta que já passou por mais de dez países nos últimos anos, já tem na agenda para este ano competições e intercâmbio na Eslovênia, Eslováquia e China (Divulgação)

Principal promessa para os Jogos Paraolímpicos de 2016, o amazonense Guilherme Costa, que mora em Brasília (DF), desembarca em Manaus na sexta-feira (10) e permanecerá na Capital até a próxima segunda-feira (13) quando embarca para os Estados Unidos. O jovem de 22 anos é referência no esporte, tanto pelas inúmeras conquistas, como pelo exemplo de superação.

Em novembro de 2006, aos 14 anos, Guilherme ficou tetraplégico após ser atropelado quando atravessava uma faixa de pedestre no Parque da Cidade, em Brasília (DF). Depois de sete cirurgias, um bimestre de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um semestre de hospital, o tênis de mesa surgiu no caminho do amazonense como uma atividade de reabilitação fisioterápica e se tornou o responsável por devolver a autoestima do garoto.

“Antes do acidente eu jogava futebol, praticava jiu-jítsu, natação e outras modalidades e o tênis de mesa foi uma adaptação e um aliado, junto com minha família, na minha recuperação”, disse Guilherme, que em dezembro de 2007 começou a treinar e em julho de 2008 já estreava na Copa Brasil e faturava sua primeira medalha de bronze.

“Confesso que na minha estreia da Copa Brasil rolou um medo, uma ansiedade, mas tive uma grande surpresa ao vencer na disputa pelo terceiro lugar. Foi uma emoção muito grande. Inclusive, superei um amazonense, lembro que o nome dele era Gilberto”, conta o mesatenista, que perdeu os movimentos das pernas e, hoje, não consegue fechar uma mão nem abrir a outra. Para jogar, precisa amarrar a raquete com um faixa.

“A expectativa para ir às Olimpíadas no Rio é muito grande. Estou focado, concentrado e dando o meu melhor para estar lá defendendo o Brasil como amazonense. Sou apaixonado por Manaus, tenho muito orgulho da minha terra, e sempre que tenho oportunidade falo do lugar que eu nasci e que mora no meu coração”, declara o segundo colocado no ranking brasileiro, que conta os minutos para chegar na terrinha baré, encontrar com a família, e comer tambaqui com farinha.