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Jogadores que brilharam em campos de Manaus falam sobre calor, umidade e distância

Palavras de quem entende: Dadá Maravilha só tem boas lembranças de Manaus


Ídolo do Nacional, Dadá Maravilha só tem boas lembranças de Manaus

Ídolo do Nacional, Dadá Maravilha só tem boas lembranças de Manaus (Clóvis Miranda)

O técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, e o coordenador técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, causaram polêmica ao fazer declarações sobre a Copa do Mundo em Manaus. Hodgson disse que a cidade deveria ser “evitada” por conta da distância e do clima quente e úmido. Parreira endossou o comentário e ainda falou que “não escolheria Manaus para ser sede da Copa”. Afinal, a distância geográfica de Manaus e o clima prejudicam tanto assim a pratica do futebol? Com a palavra quem entende do assunto.

O ex-atacante da Seleção Brasileira, Dario José dos Santos, o inesquecível Dadá Maravilha, 67, garante que não existe dificuldade nenhuma em jogar na capital amazonense. E ele pode falar com conhecimento de causa, já que atuou com a Seleção Brasileira na inauguração do antigo estádio Vivaldo Lima, marcando quatro gols. A partida contra a seleção amazonense foi um dos amistosos que a equipe nacional fez antes de embarcar para a conquista do tricampeonato mundial na Copa do México, em 1970.

“Essa história de calor, de distância só atrapalha quem não tem preparo físico, quem não é profissional, quem passa a noite acordado com mulher na farra”, afirma.

Depois da Copa de 1970, Dadá voltaria ao futebol amazonense, desta vez para vestir a camisa do Nacional. Contratado em 1984, aos 39 anos, o atacante despertava desconfiança por conta da idade avançada, mas naquele ano ele não só foi campeão amazonense como ainda conquistou a artilharia com 14 gols.

Colorado

O zagueiro Ediglê Farias, 34, que conquistou a Libertadores da América e o Mundial de Clubes da Fifa em 2006, com a camisa do Internacional, sabe bem o que é o futebol amazonense.

Ele chegou a Manaus vindo do Ferroviário (CE) em 1998 quando tinha apenas 19 anos para defender o Nacional. Passou por outros clubes como Sul América, Rio Negro até chegar em 2004 ao São Raimundo, que à época disputava a Série B.

Neste período o ex-lateral da Seleção Brasileira e do Internacional, Luís Carlos Winck era técnico do Grêmio Coariense. Winck contratou Ediglê em 2005 e o indicou ao 15 de Campo Bom. Naquele ano o clube foi vice-campeão gaúcho e Ediglê foi eleito o melhor zagueiro do certame. Foi o seu passaporte para o Colorado.

É, mas antes de conhecer o sucesso com a camisa do Inter, o zagueiro conta que sofreu com o calor amazônico. “Realmente é muito quente (risos). Tem que ter um tempo para se adaptar. Eu me adaptei e foi uma benção para mim. Me dei bem no futebol amazonense”, lembra Ediglê.

Umidade é o ‘xis’ da questão

De acordo com o fisiologista do Centro de Alto Rendimento da Amazônia (CTARA), Rogerio Marchiorette, 39, o grande “xis” da questão não é a distância geográfica de Manaus em relação às demais sedes, muito menos o calor.

“Nesta época do ano (junho e julho) é verão na Europa e aqui eles (jogadores europeus) vão enfrentar temperaturas na casa dos 28º, 31º. Nas Copas dos Estados Unidos e do México o calor era bem maior”, lembra.

O fisiologista alerta para a questão da umidade. “O grande problema é a umidade. Quando associada ao calor a sudorese não consegue evaporar e o calor interno do corpo aumenta. Eles (europeus) estão acostumados a um clima quente (no verão europeu), mas seco onde conseguem a evaporação do suor. Se o atleta consegue extravasar o calor a sensação térmica acaba sendo menor”, explica.

Para Marchiorette o ideal é que os atletas tenham pelo menos cinco dias de aclimatação antes de jogar as partidas em Manaus.