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Acelino Popó se despede dos ringues neste sábado

O boxeador vai enfrentar Michael Oliveira, no ringue do Conrad Hotel, em Punta Del Este, no Uruguai

Ex-campeão, Acelino Popó, não luta boxe há cinco anos

Ex-campeão, Acelino Popó, não luta boxe há cinco anos (Lucio Tavora/ AE)

Uma luta franca, violenta e rápida. É assim que Acelino Popó Freitas e Michael Oliveira preveem o combate deste sábado, no ringue do Conrad Hotel, em Punta Del Este, no Uruguai. O SporTV transmite a partir das 22 horas (de Manaus). O duelo não terá cinturão em jogo, mas valerá muito para os dois boxeadores.

Popó, de 36 anos, coloca a sua reputação de tetracampeão mundial em jogo. Há mais de cinco anos afastado dos ringues e suplente de deputado federal, o ex-dono dos títulos dos superpenas e dos leves diz ter aceitado o desafio de vestir novamente as luvas para satisfazer um desejo do filho Popozinho, de 6 anos.

Diferentemente do que fazia quando estava no auge da carreira, Popó abusou das ameaças. “Sei que a mãe dele fica muito nervosa durante as lutas. Peço desculpas antecipadas a ela, pois vou quebrar a cara dele”, disse o ex-campeão, que soma 38 vitórias (32 nocautes) e apenas duas derrotas.

Entusiasmado com o retorno ao boxe, Popó aproveitou para gravar o documentário “Para Sempre Popó - A Última Luta do Campeão”, publicado no You Tube, que mostra todo o seu treinamento. Popó, que encerrou a carreira pesando 61,5 quilos, chegou a atingir 80 quilos. Neste sábado vai lutar entre os médios-ligeiros, com 69,853 quilos. “Sempre tive problema para dar o peso da categoria e tinha de emagrecer muito rápido. Agora tive de perder menos e me sinto mais forte que antes. Só preciso de um soco para derrubar, não mais de um <br/>sequência”.

Michael Oliveira, de 22 anos, é o 12.º colocado no ranking do Conselho Mundial de Boxe. Invicto, soma 17 vitórias, com 12 empates. Mora nos Estados Unidos e tem ajuda do pai para construir a carreira. Uma vitória sobre um ídolo como Popó o deixará em destaque na mídia e entre os torcedores do País. “Popó vai ter de me matar para que eu não vença no sábado”, disse o Rocky brasileiro. 

Promessa brasileira
Em 2009, ainda sem lutas no Brasil, o então desconhecido Michael Oliveira foi “apresentado” aos jornalistas em uma entrevista coletiva realizada em São Paulo. O estafe do lutador contratou uma assessoria de imprensa para divulgar o encontro e, na tentativa de aumentar o apelo do evento, convidou Éder Jofre e Miguel de Oliveira, dois dos maiores nomes do boxe brasileiro, para serem homenageados.

“Entendo que o esporte é entretenimento. Eu, particularmente, não penso muito no marketing, mas tem gente na minha equipe que pensa e, pelo jeito, está fazendo um ótimo trabalho”, disse Michael, com a bandeira verde-amarela tatuada no braço esquerdo. “Eu tenho sangue brasileiro, minha coragem é brasileira e eu luto pelo Brasil. Morar nos Estados Unidos não diminui meu sentimento pelo Brasil”, completou.

O simples anúncio da luta diante de Popó garantiu a Michael mais visibilidade diante do público brasileiro do que seus únicos três combates realizados no País.  “A luta está mesmo tendo muita repercussão”, disse o desafiante.

 Top 10
Se vencer,  Michael vai se tornar top 10 e poderá disputar o título mundial. Mas antes, ele pretende fazer no mínimo mais três lutas.