As mudanças no Campeonato Amazonense de Motovelocidade anunciadas, nesta terça-feira (17), pelo vice-presidente da Federação Amazonense de Motociclismo (Femoam), James Bala, fazem a modalidade acelerar rumo a um novo tempo no qual a tecnologia será a sua mais nova aliada.
Na temporada de 2012, o evento vai poder contar com um sistema eletrônico de cronometragem, provas desenvolvidas em 24 percursos de 12 traçados horários e anti-horários, vai ganhar duas novas categorias: a Super Moto Nacional, bem como a Super Moto Internacional e vai ter que se despedir da categoria bronze. O campeonato tem largada no dia 26 de fevereiro.
“Antigamente a gente fazia a tomada de tempo com um cronômetro manual. Logo, duas motos no máximo poderiam sair ao mesmo tempo e a gente precisava mais de três horas para fazer o grid. A partir da agora, vamos poder tomar os tempos de todos os participantes de uma vez só, rápido e com precisão. Em menos de uma hora teremos o resultado, isso reunindo todas as quatros categorias e vamos obter com exatidão quanto minutos, segundos e milésimos e em qual curva o piloto realizou o tempo mais baixo”, disse Bala, explicando que com o término da bronze, foi preciso fazer uma avaliação dos tempos do ano passando para poder distribuir os pilotos para a ouro e prata. “Agora, em cada grid nós vamos ter 15 pilotos, tornando a prova mais competitiva”, comemorou.
Um dos veteranos no Amazonense na Super Moto Nacional, Marcos Tiradentes, que adaptou uma moto 230 nacional para motard (moto de cross adaptada para um circuito de motovelocidade), está feliz com as novidades para a competição. “Essa categoria (a Super Moto) dá mais segurança e a pilotagem é muito melhor. Sei que vou ter vários adversários bons, mas pretendo fazer um bom trabalho, ainda mais com a nova cronometragem, que vai possibilitar tranquilidade para o piloto, já que o aparelho não deixa você e os outros errarem”.
Júnior Tiradentes - estreiante na categoria Super Moto Importada
1 Você sempre participou de campeonatos de motocross e está será sua estreia num evento de motovelocidade. Porque resolveu trocar de modalidade?
Bom, faz tempo que o campeonato de motovelocidade está bem organizado e assim vale a pena a gente optar por correr no kartódromo também. Além disso, o novo sistema de cronometragem chamou muito minha atenção.
2 Como está a preparação da sua motocicleta?
Na motovelocidade a preparação da suspensão, das rodas, dos pneus e do motor são diferentes do motocross. Então, estou trabalhando nessa modificação, já que na Super Moto a máquina de cross é adaptada para a pista de motovelocidade.
3 Competir em família é mais difícil? ( Júnior vai competir com gente da família na categoria Super Moto com dois irmãos e três primos)
Na pista a gente enfrenta como qualquer adversário e saindo dela não há confusão, pois nos respeitamos muito.