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Aprendizes: seleção de Felipão é uma das mais jovens da história das Copas

Dos 23 jogadores que defendem a Seleção Brasileira, 17 estão disputando uma Copa do Mundo pela primeira vez

Neymar recebe orientações de Felipão e aprende com a experiência do ‘veterano’ Daniel Alves

Neymar recebe orientações de Felipão e aprende com a experiência do ‘veterano’ Daniel Alves (Bruno Kelly)

Uma aula de Copa do Mundo. Assim tem sido a primeira fase do Mundial para a Seleção Brasileira. A equipe, cujas maiores referências, Neymar e Oscar, têm apenas 22 anos de idade, tem a grande maioria dos jogadores - 17 deles - jogando na competição mais importante do futebol mundial pela primeira vez.

E qual seria o maior aprendizado desta primeira etapa da caminhada rumo ao hexacampeonato? O zagueiro David Luiz dá a resposta. Ele acredita que o legado das duas primeiras partidas da Seleção Brasileira, a difícil vitória de virada contra a Croácia e o empate contra o México, dão o tom do que o Brasil deve enfrentar no restante da competição: adversidade e muito sofrimento.

“O que eu queria hoje? Que a gente tivesse (tido) grandes jogos. Todo mundo ia falar de grandes espetáculos, gols, grandes vitórias, 'o Brasil tá voando'... Não sei! Porque, de repente, a gente não ia ter oportunidade de enxergar o valor real de uma Copa do Mundo e também o que a gente vai encontrar no futuro”, disse David, que foi mais além.

“Haverá partidas em que a gente vai ter que sofrer, de repente, 30 minutos e jogar dez minutos pra ganhar o jogo, porque isso é o futebol. A gente tem que saber sofrer quando tem que sofrer”, completou o jogador, que concedeu entrevista coletiva na Granja Comary no início da tarde de ontem.

O defensor ressaltou, no entanto, que o próximo desafio ainda é o de se classificar para a fase seguinte da competição, ou seja, vencer a seleção de Camarões na próxima segunda-feira, dias 23, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Para David, embora já eliminado, Camarões vem a campo com uma carga extra de vontade e dedicação. “É uma equipe que vem sem responsabilidade, mas com orgulho de representar uma pátria. O que eles querem é ganhar um jogo numa Copa do Mundo, ainda mais do Brasil e no Brasil, que de certo modo também seria um título para eles. Temos consciência de que vamos enfrentar um time aguerrido, de qualidade mas nós temos um objetivo que é passar de fase e passar em primeiro”, declarou o defensor brasileiro.

Seleção treina sem Julio Cesar

A Seleção trabalhou, ontem, no Centro de Treinamento da CBF na Granja Comary, em Teresópolis, sem o goleiro Júlio Cesar. O jogador realizava trabalho de reforço muscular na academia do CT durante a atividade comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari com os outros atletas. Segundo assessores da CBF, Julio Cesar não tem nenhum problema físico.

Em campo, os jogadores treinaram situações de jogo, tanto na defesa quanto no ataque. Enquanto de um lado do campo os defensores tentavam desviar as bolas cruzadas na área pelo auxiliar técnico Flávio Murtoza, meias e atacantes simulavam jogadas a partir da linha de fundo e triangulação para a conclusão em gol.

Ao fim do treinamento, Neymar, William, Marcelo e Bernard foram até a grade que divide o CT da CBF com o condomínio vizinho, atender às fãs, que passaram o treino inteiro gritando seus nomes. Fred foi para o outro lado, onde encontrou o ex-companheiro John Carrew, que jogou ao seu lado no Lion, da França. Já Felipão recebeu o carinho do ex-jogador de vôlei, Bernardo.

Dadá profetizou, mas Marcelo esqueceu

Cobrindo o dia a dia da Seleção Brasileira na Granja Comary pela TV Alterosa, de Minas Gerais, o campeão do mundo em 1970, Dario Maravilha, lembrou, em entrevista coletiva concedida por Marcelo, ontem, que “profetizou” o seu futuro no Escrete Canarinho.

“Eu fui comentarista de um jogo do Fluminense em que você foi o melhor jogador. Eu me lembro que passei a mão em seu coco (cabeça) e disse: você ainda vai jogar na Seleção Brasileira”, contou Dadá, que perguntou a Marcelo se recordava a situação mencionada.

O jogador parou, fez uma cara de riso e quando já ia dizer, sim, parou. “Não vou mentir. Eu não lembro disso não (risos). Mas eu agradeço muito o apoio”, devolveu Marcelo, que levou às gargalhadas a plateia composta por jornalistas da imprensa nacional e internacional.

Na coletiva, o lateral esquerdo manteve o discurso de “evolução” do time brasileiro, que tem marcado as entrevistas coletivas desde o jogo contra o México, evitou análises críticas ao time e disse não estar preocupado com o desempenho da seleção nacional.

“Tem que melhorar algumas coisinhas, claro, mas isso a gente melhora jogando. A palavra não é preocupação. A gente não fica preocupado, mas sabe a responsabilidade que tem”, declarou.