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Árbitros cobram pagamentos de 2013 da Seduc

Federações alegam que profissionais não receberam pelo trabalho nos Jogos Escolares de 2013

Tadeu Picanço [Federação de Vôlei]

Dívidas: Tadeu Picanço, da federação de vôlei, cobra uma resposta (Winnetou Almeida)

Árbitros de várias modalidades esportivas que atuaram nos Jogos Escolares do Amazonas (JEAs), em agosto do ano passado, temem calote por parte da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), responsável pelo pagamento.

Os custos com hospedagem e alimentação dos atletas são bancados pela Seduc, que também paga os árbitros. A Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer (Sejel) é a responsável pela execução técnica da competição.

O maior evento esportivo em nível escolar do Estado aconteceu na primeira semana de agosto de 2013, mas, até então, ninguém da arbitragem recebeu pelo serviço prestado. São mais de quatro meses de espera para aproximadamente 100 pessoas que trabalharam no ofício.

A dívida gira em torno de R$ 100 mil, de acordo com as federações esportivas afetadas.

Os “sem-salário” do JEAs preveem que, por ser 2014 ano de eleições, não mais recebam pelo trabalho, uma vez que lei eleitoral proíbe qualquer tipo de pagamentos, contratações e licitações seis meses antes e seis meses depois do pleito. “Estamos de mãos amarradas. Nós trabalhamos e ainda não recebemos. Temos compromissos a pagar”, reclama Romulo Melo, da Liga de Árbitros de Basquete do Amazonas.

Faema teve 50 árbitros
A Federação de Atletismo do Amazonas (Feama) atuou com 50 árbitros na competição escolar. “Achamos esquisito tudo isso. Antes demorava um pouco, mas o pagamento era feito em dezembro, sob justificativa que era para o peru de Natal. Mas esse ano não teve peru nem nada. Todos estão a ver navios e já estamos no Ano Novo”, comentou Marleide Borges, ex-presidente da entidade e atual membro da diretoria.

Uma das federações mais atuantes no caso é a de voleibol, que tem no comando Tadeu Picanço. O dirigente está pessoalmente empenhado em visitas diárias a autoridades estaduais para a resolução do impasse sobre os salários dos árbitros. “Estamos brigando por essa causa, porque entendemos que o serviço foi bem prestado. A Federação de vôlei atuou no JEAs somente com árbitros qualificados”, sustenta Picanço.

Forma de pagamento
A Seduc alega que já há verba prevista para isso, faltando apenas a definir a forma de pagamento e a “canetada” do titular da pasta, Rossilei Soares, que está de recesso.

A secretaria afirmou por meio da assessoria de imprensa que haverá uma reunião na terça-feira (7 de janeiro) para definição da forma de pagamento.

Segundo a assessoria houve falhas burocráticas no processo de licitação que acabaram interferindo na liberação da verba para o pagamento dos árbitros, mas que custos com alimentação e hospedagem com atletas vindos do interior já foram pagos. Uma modalidade de pagamento para o caso dos árbitros, de acordo ainda com a assessoria, seria o reconhecimento de dívida, porque o serviço já foi prestado, mas a licitação não foi feita em tempo hábil.