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Atacante do Nacional que venceu Corinthians em 1972 acredita em nova vitória do time amazonense

Autor dos dois gols na única vitória do Naça contra o Corinthians na história, o mineiro Campos acredita no “Leão”. O time amazonense enfrenta o Alvinegro nesta quarta na Arena da Amazônia

Na passagem pelo Naça, Campos tinha 19 anos e fez 14 gols no Brasileiro

Na passagem pelo Naça, Campos tinha 19 anos e fez 14 gols no Brasileiro (Michael Dantas/Sejel)

O Nacional recebe o Corinthians nesta quarta-feira (30), às 20h50, na Arena da Amazônia, em Manaus, pela segunda fase da Copa do Brasil. A partida marca o nono jogo da história entre o Leão amazonense e o Gavião paulista.

Os jogadores do clube amazonense têm um grande exemplo para mostrar que é possível derrotar o “gigante” paulista. No dia 29 de setembro de 1972, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, o Leão da Vila bateu o Alvinegro no Vivaldo Lima por 2 a 0, com dois gols do atacante mineiro Campos.

Ele terminou a competição como vice-artilheiro, com 14 gols marcados. Esta é até hoje a única vitória do Naça nos confrontos contra o Timão (são seis vitórias dos paulistas e um empate).

Atualmente com 61 anos de idade, o atacante Campos, conversou com exclusividade com o MANAUS HOJE e relembrou seu encontro vitorioso com o Corinthians, há 42 anos. Atualmente ele mora no município de Pedro Leopoldo-MG (a 46 quilômetros de Belo Horizonte).

“Quando joguei contra o Corinthians meti dois gols. Na verdade nem dois gols. Foram dois golaços! (risos). Ganhei tanto dinheiro naquela época por causa desta competição, que já nem sabia o que fazer. Foi a primeira participação do Nacional no Brasileiro e quando a gente jogava naquela época, jogávamos com garra”, recordou o ex-jogador, que chegou em Manaus em 72 emprestado pelo Atlético-MG.

Na época, Campos tinha apenas 19 anos. O ídolo nacionalino tentou vir à Manaus acompanhar a partida dsta quarta. “Desde que fiquei sabendo que o Nacional enfrentaria o Corinthians pela Copa do Brasil, eu fiquei bastante entusiasmado. Tentei inclusive ir com alguns amigos para Manaus, acompanhar a partida, mas não foi possível infelizmente”, disse.

“Meu sonho é acompanhar esta partida novamente. Quem sabe, aparece uma ‘luz no fim do túnel’ de algum amigo e eu consiga uma passagem de última hora para Manaus”, contou Campos.

Ele também deu dicas para os atuais jogadores do Leão da Vila Municipal vencerem o duelo de hoje à noite. “Os jogadores precisam entrar em campo pensando que é possível ganhar. Não existe ninguém melhor que ninguém. Os jogadores de 72 quando entravam no campo iam com o pensamento de passar por cima de todos. Basta querer e não ter medo”.

Campos continua: “O cara pode ser um campeão do mundo ou isso aquilo, não importa. Tem que deixar aquele receio de enfrentar um time grande de lado. Acabar com esse medo e ir para cima”. Após sua passagem por Manaus, Campos foi artilheiro do Campeonato Mineiro de 1973, pelo Atlético e jogou a Copa América de 1975 pela Seleção Brasileira.

Coração manauara

Assim como o torcedor nacionalino não esquece os gols de Campos pelo clube, o ex-atacante do Leão também sente saudades de Manaus. A passagem pelo Naça em 72 durou três meses, que Campos classifica como uma das melhores fases de sua vida.

“Fiquei três meses e isso foi muito bom para a minha vida. Depois que terminei minha missão no Nacional voltei para o Atlético e outros times, totalizando passagem por 23 clubes brasileiros”, destacou.

Mesmo aposentado, ele não se declara um ‘ex-jogador’. “Até hoje jogo minha bolinha e gosto de morar aqui em minha cidade, pois é tranquilo. Tudo que me resta é apenas a saudade de Manaus e hoje, com esse reencontro entre Nacional e Corinthians, eu quero apenas me recordar de tudo que vivi no Amazonas”.

“Vou assistir ao jogo me vendo dentro do Vivaldo Lima jogando em 1972”, enumerou Campos. Em 1982, ele jogou novamente pelo Leão, mas sem o mesmo desempenho. No ano passado, Campos participou do Rio-Nal comemorativo de 100 anos dos clubes, realizado no Sesi.