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Brasília é punido e clube paraense Paysandu é o campeão da Copa Verde graças ao 'tapetão'

O STJD julgou ação contra a equipe da capital federal, que teria escalado quatro jogadores irregularmente para a final do torneio. O time candango ainda vai recorrer da decisão

Paysandu herdou o título da Copa Verde e a vaga na Copa Sul-Americana de 2015.

Paysandu herdou o título da Copa Verde e a vaga na Copa Sul-Americana de 2015. (Divulgação/internet)

O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) condenou o Brasília, clube de futebol do Distrito Federal, pela escalação irregular de quatro atletas na final da Copa Verde, no dia 21 de abril deste ano. Consequentemente, a decisão consagrou o Paysandu como campeão do mais novo torneio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (28), no Rio de Janeiro, e puniu o clube do Distrito Federal a pagar uma multa de R$ 100 mil, além da perda da vaga na Copa Sul-Americana de 2015. O Colorado (apelido do Brasília) irá recorrer da condenação no pleno do órgão.

A questão foi julgada na comissão disciplinar do STJD, após denúncia do Paysandu, alegando que o lateral direito Fernando, o zagueiro Índio, o meia Gilmar e o atacante Igor não tiveram seus nomes inscritos no Boletim Informativo Diário (BID). O documento é responsável pela confirmação da inscrição dos atletas na CBF. Por decisão unânime do júri, o Colorado perdeu a taça e a vaga.

No dia 21 de abril, todos os jogadores denunciados participaram da vitória por 2 a 1 sobre o time paraense, na final da Copa Verde. O resultado levou a disputa para os pênaltis e a equipe do Distrito Federal ficou com a taça.

Dias depois, o Paysandu denunciou o Brasília porque os nomes dos quatro jogadores não estavam no BID. O julgamento foi inicialmente marcado para 15 de julho, mas teve de ser reagendado porque o réu apresentou novas provas.

Brasília se defende

“Foi um equívoco total do STJD. O Brasília fez absolutamente tudo de forma correta. Fomos punidos pela escalação irregular de quatro jogadores que nunca saíram do BID. A CBF diz que eles foram colocados de forma retroativa no dia 18, mas eles nunca saíram. Temos todas as provas disso", disse Régis de Carvalho, gerente de futebol do time candango.

“Eu acredito que a condenação tenha se baseado na ideia de que eram contratos novos, mas eram jogadores que já estavam conosco. Eles tinham contrato findando no dia 20 de abril, mas fizeram uma prorrogação até 20 de maio. O tribunal deve ter achado que eram vínculos novos", explicou Carvalho.

Por sua vez, o advogado contratado pelo Paysandu para o caso, Itamar Côrtes, chegou a dizer na época que as provas do Brasília eram "suspeitas" e que o aparecimento delas era "milagroso".

CBF admitiu erro

Um dia depois, em 16 de julho, a CBF admitiu em ofício que houve um problema com a entidade. No documento, a instituição diz que os contratos dos jogadores do Brasília foram devidamente registrados e que não foram publicados no BID porque houve uma "reprogramação do sistema de informática".

Mesmo assim o caso foi levado ao Supremo e julgado. A diretoria do time da região Centro-Oeste já adiantou que irá recorrer da decisão, logo que seja informada oficialmente da decisão do julgamento. O novo julgamento do pleno do STJD ainda não tem data marcada, mas deve ser no final de agosto.