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Em momento difícil, CBF não descarta contratar estrangeiro para dirigir Seleção

Com a derrocada do time de Felipão e a falta de renovação entre os técnicos brasileiros, a entidade estuda até possibilidade de a equipe ser dirigida por um treinador de outro país. Veja os cotados:

Presidente Marin pode ceder ao clamor popular e chamar treinador estrangeiro.

Presidente Marin pode ceder ao clamor popular e chamar treinador estrangeiro. (Reprodução/internet)

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, concederá entrevista coletiva nesta quinta-feira (17) para fazer um balanço da participação do Brasil no Mundial. O cartola também apresentará o projeto com os novos rumos do futebol do País, porém não deverá anunciar o nome do novo técnico da Seleção. A entidade cogita, no entanto, a possibilidade de um estrangeiro dirigir pela primeira vez a equipe pentacampeã.

Depois dos dois últimos jogos do Brasil na Copa do Mundo Fifa, onde o time tomou dez gols, a CBF começa a pensar seriamente em trazer um treinador de outro país para ser o novo técnico da equipe, assunto até antes visto como um tabu, mesmo entre os próprios torcedores brasileiros. A falta de renovação entre os treinadores nacionais força a entidade a procurar novos talentos, lembrando sempre de nomes como o de Pepe Guardiola, Jorge Sampaoli e José Mourinho.

Entre os mais cotados entre os brasileiros para assumir a vaga deixada por Felipão está outro gaúcho, Tite. O ex-treinador do Corinthians, que levou o time paulista até o Mundial de Clubes. está sem emprego e poderia ser a solução, mas por ter o mesmo perfil defensivo da escola de seu conterrâneo, sofre certa resistência por parte dos cartolas da CBF.


Não menos badalado que Tite, outro que está na lista de prováveis técnicos da Seleção é Muricy Ramalho. Todos na CBF concordam que o atual comandante do São Paulo é muito competente, porém, também é um treinador da chamada “velha guarda”. Sem contar que Muricy já disse não para a entidade uma vez, o que deixou o  então presidente Ricardo Teixeira muito decepcionado na época.

Leonardo, ex-lateral esquerdo que participou da campanha do tetracampeonato nos Estados Unidos, em 1994, também sofre certo assédio dos cartolas brasileiros. Como principal vantagem sobre os demais está a renovação: Leonardo tem 49 anos e conhece o futebol europeu como poucos. O que pesa contra o ex-jogador é o fato de ter comandado apenas dois clubes em sua carreira: Milan e Internazionale, ambos da Itália.

Sem o mesmo prestígio dos acima citados, Alexandre Gallo serviria à Seleção Canarinho apenas como técnico "tampão". O treinador é responsável pelas divisões de base do Brasil e, durante o Mundial, era olheiro da CBF, ajudando a comissão técnica (agora demitida) com informações sobre os adversários. Gallo poderá ficar no cargo até setembro, quando a Seleção disputa dois amistosos nos Estados Unidos, contra Colômbia e Equador.

Gringo no comando

Desde a saída de Mano Menezes, em setembro de 2012, a discussão sobre a contratação de um treinador estrangeiro entrou na pauta da CBF. Porém, a própria opinião pública levou a entidade a deixar isso de lado - coisa que não acontece agora. A vinda de uma nova filosofia de trabalho vai de encontro ao que pensa Marin.


Entre os estrangeiros mais bem vistos pelo torcedor brasileiro está o multicampeão Pepe Guardiola. O nome do espanhol chegou a ser ventilado após a queda de Mano, porém o assunto não foi adiante por conta do bairrismo. Hoje, Guardiola treina o Bayern de Munique, base da Seleção da Alemanha, que humilhou o Brasil na semifinal da Copa. O estilo de jogo empregado pelo treinador é tido como o mais moderno que existe.

Jorge Sampaoli é argentino, o que faz seu nome ser mais difícil de ser digerido pela cúpula da Confederação nacional. Porém, o treinador deu provas de sua competência em sua passagem pelo Universidad de Chile, onde conquistou três campeonatos nacionais e a Copa Sul-Americana. O treinador nunca negou seu desejo de trabalhar no Brasil.


O Cruzeiro, inclusive, chegou a tentar sua contratação em 2012, mas Sampaoli assumiu a direção técnica da Seleção do Chile, o que o fez adiar o sonho. No comando da “La Roja”, o treinador conseguiu resultados satisfatórios. A queda diante do Brasil nas oitavas de final da Copa nos pênaltis mostrou um Chile diferente. Com marcação forte no campo do adversário e intensidade no ataque, a equipe sulamericana foi bastante elogiada.

Vale lembrar que na primeira fase, o time de Sampaoli bateu os espanhóis e, por pouco, não tirou o Brasil do Mundial ainda na segunda fase da competição.

Tão polêmico quanto competente, o português José Mourinho não descartou a chance de dirigir a Seleção Brasileira. No entanto, Mou (como é conhecido) prefere não abandonar o inglês Chelsea, onde tem um contrato que vai até 2017. Mesmo com o projeto com o clube britânico em pleno andamento, o treinador deixou em aberto a chance de comandar o Brasil, na Copa da Rússia, em 2018.


“Gosto muito do País (Brasil), me sinto em casa. O passaporte e o coração não mudam, sou 100% português, mas amo o País e, se um dia a oportunidade chegar, por que não?”, revelou o técnico. Mourinho jamais treinou uma seleção nacional, mas chegou a ser sondado por Inglaterra e Portugal em outras ocasiões.

Único, em apenas uma vez

Sim, a Seleção Brasileira já foi treinada por um estrangeiro, e foi um argentino. Nelson Ernesto Filpo Nuñes, mais conhecido por Filpo Nuñes era treinador do Palmeiras quando em 7 de setembro de 1965, o selecionado foi convidado para participar das festividades de inauguração do Mineirão. E a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) decidiu chamar o time paulista para representar o país em um amistoso contra o Uruguai.

O elenco do Verdão - considerado a Primeira Academia - contava com jogadores com experiência no selecionado nacional ou que seriam convocados no futuro. No primeiro grupo, estavam o bicampeão mundial Djalma Santos, Julinho Botelho (um dos destaques da seleção na Copa de 54), Djalma Dias, Servílio, Rinaldo e Valdir de Moraes. No segundo, jovens como Ademir da Guia e Dudu.


O jogo entrou para a história da Seleção Canário, pois foi a única vez que ela foi dirigida por um estrangeiro. O "Brasil palmeirense" venceu a Celeste Olímpica por 3 a 0. Gols de Tupãzinho, Germano e Rinaldo.