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Calote e possível paralisação ameaçam a Copa em Natal

Consórcio responsável por fazer as estruturas temporárias exigidas pela FIFA na Arena das Dunas, trabalha há mais de dois meses sem receber

Arena das Dunas sob ameaça de paralisação nas obras de estrutura temporárias.

Arena das Dunas sob ameaça de paralisação nas obras de estrutura temporárias. (Reprodução/internet)

Faltando apenas dez dias para o ponta pé inicial da Copa do Mundo no estádio Arena das Dunas, em Natal, o consórcio responsável pelas estruturas temporárias promete paralisar as atividades caso não receba parte do pagamento prometido pelo governo potiguar. A empresa foi contratada através de licitação para a construção da obra, que faz parte das exigências para o Mundial.

O valor inicial da obra estava orçado em R$ 22,5 milhões, mas com os ajustes já chega aos R$ 26 milhões. A primeira parcela do pagamento, que é de 20% do valor, estava prevista para o dia 30 de abril, e a segunda, de 30%, foi prevista em contrato para ser quitada no dia 30 de maio. Porém, nenhum centavo foi pago até hoje.

O estádio foi inaugurado no dia 26 de janeiro deste ano e receberá quatro jogos da Copa. Sendo que o primeiro deles é o confronto entre México e Camarões, pelo grupo do Brasil, no dia 13 de junho. De acordo com o governo do Rio Grande do Norte, foi feito um acordo para o pagamento ser feito no começo desta semana, o que não aconteceu até o momento. 

A empresa é responsável por gerenciar todo o processo de locação, instalação, montagem, manutenção, conservação e desmontagem das estruturas complementares da Arena das Dunas, com planejamento, coordenação, monitoramento e fornecimento de infraestrutura e apoio logístico para realização do evento da Copa. Toda parte de tecnologia também é de sua responsabilidade, como a de segurança.


Mais problemas

Há ainda um outro problema a ser resolvido até o jogo de abertura da Arena, na cidade de Natal: a contratação de geradores exigidos pela entidade máxima do futebol. Houve uma tentativa de licitação, mas ela fracassou e a saída terá de ser por modo emergencial, o que ainda não aconteceu.

Sem os geradores, os testes com ar condicionado, internet e tecnologia não foram bem realizados, o que comprometeria especialmente o trabalho da imprensa durante as partidas do Mundial. De acordo com o governo potiguar, a licitação dos geradores fracassou por causa dos preços acima das expectativas, mas que o Estado iria resolver.