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Confusão no futsal: Tuna Luso e Liga Esportiva de Coari brigam na Vila Olímpica, em Manaus

Após jogo contra Abílio Nery, o irmão do secretário de esporte do município, Regilson Torres, resolveu exibir a bandeira de Coari, o que soou como provocação aos torcedores da Tuna Luso, que iniciaram troca de empurrões, socos, pontapés, acusações e xingamentos em quadra

Equipe Sub 20 do Tuna Luso

Equipe Sub 20 do Tuna Luso (Reprodução Facebook)

Uma partida válida pelo Campeonato Amazonense de Futsal Sub-20, disputada na noite da última sexta-feira (2) na Vila Olímpica, Zona Centro-Oeste de Manaus, terminou em tumulto e agressões entre atletas.

O incidente começou com a vitória da tradicional equipe manauara Abílio Nery Esporte Clube sobre a Liga Esportiva Coari, com resultado de 4 a 3, o que deu ao time a liderança da competição. Após a disputa, o secretário de esportes do município, Reginilson Torres, conhecido como “Chiquinho”, teria reunido a comissão técnica para parabenizar os atletas, quando o seu irmão, Regilson, decidiu exibir uma bandeira da cidade, como manifestação de orgulho.

O gesto, porém, soou como provocação para a equipe da Tuna Luso, que estava na quadra fazendo o aquecimento para o jogo seguinte. Por conta disso, segundo Chiquinho, alguns atletas mais exaltados, sob o incentivo da diretoria do clube, tentaram agredir os jogadores do Coari, além dos próprios Chiquinho e Regilson. A confusão só foi contida com a intervenção dos atletas do Abílio Nery e da arbitragem, que conseguiram separar os times rivais.

“Não foi provocação, foi só uma forma de demonstrar o orgulho que sentimos do nosso time e das conquistas nessa competição”, garantiu Chiquinho, que registrou um Boletim de Ocorrência contra a Tuna Luso pelo ocorrido. “Quem não deve não teme, e eu sou um homem público, servidor do município de Coari e do Estado, nunca iria incentivar uma provocação ou um tumulto. Pelo contrário, sou a favor da união pelo futebol, da prática do esporte como uma forma de aproximar e trazer felicidade às pessoas”, argumentou.

O secretário prometeu, ainda, tirar a equipe da competição caso não haja uma segurança mais rigorosa para o desempenho do Coari.

Outra versão

A versão é veementemente negada por Marcelo Galvão, treinador da equipe Sub 20 da Tuna Luso e vice presidente do clube. “Nós é que respondemos a uma agressão gratuita por parte do secretário e do irmão dele”, afirmou Galvão.

“Após a derrota deles para o Abilio Nery, nós entramos na quadra para nos aquecer, já que íamos jogar contra o Adalberto Vale. O secretário Chiquinho, visivelmente embriagado, veio com alguns membros da comissão técnica e jogadores gritando que o melhor time era o de Coari. Nisso o próprio veio e agrediu covardemente um membro da nossa comissão, Luiz Felipe Fontes, um senhor que já tem mais de 50 anos. Depois disso foi tudo muito rápido”, continuou o técnico, que lembrou ainda que Fontes também fez um Boletim de Ocorências e se submeteu a um exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com Galvão, o problema da equipe de Coari com o Tuna Luso vem desde o ano passado. “Desde que eles escalaram um jogador irregular no ano passado essa história toda começou”.

O Tuna Luso venceu a equipe do Adalberto Vale por 5 a 1 e continua viva no Campeonato Amazonense de Futsal Sub 20.

Rivalidade

A Liga de Coari e a Tuna Luso têm uma rivalidade acirrada nas quadras, que ganhou contornos mais sérios no campeonato do ano passado, quando o gol que deu o título ao Coari, eliminando a Tuna Luso, foi marcado por Yan Falcão, atleta filiado ao clube Vasco da Gama e à Federação do Rio de Janeiro – e, portanto, em situação irregular no campeonato amazonense.

O caso foi levado à Justiça, que deu ganho de causa à Lusa, mas o resultado foi contestado pelo Coari, que entrou com recurso, mas perdeu em todas as instâncias, segundo Marcelo Galvão. “Vencemos todas de ‘goleada’, ninguém deu nenhum voto à favor deles”, comentou.

A reportagem do Portal A CRÍTICA tentou entrar em contato com a Federação Amazonense de Futsal (FAFs), mas não obteve resposta.