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Depoimentos de ingleses e italianos preocupam imprensa norte-americana; Fifa diz não haver perigo para EUA e Portugal

Sites voltam a criticar a escolha de Manaus como cidade-sede da Copa do Mundo 2014, principalmente por causa do seu clima quente e úmido. Para os jornalistas estrangeiros, isso influencia na saúde dos atletas e qualidade técnica do jogo. Fifa rebateu questionamentos

"O lugar que se provou ser uma ideia tão ridícula na prática quanto quando todos disseram que seria ao ser anunciada”, diz matéria do norte-americano Yahoo Sports

"O lugar que se provou ser uma ideia tão ridícula na prática quanto quando todos disseram que seria ao ser anunciada”, diz matéria do norte-americano Yahoo Sports (Reprodução/Internet)

Inflamada pelos comentários de ingleses e italianos após a primeira partida da Copa do Mundo em Manaus, a imprensa norte-americana se mostra extremamente preocupada com as consequências que um clima quente e úmido podem ter sobre o jogo entre Estados Unidos e Portugal, no próximo domingo (22), e adota um tom crítico quanto à escolha da capital amazonense como cidade-sede, trazendo uma antiga polêmica de volta à tona.

O site Yahoo Sports dos Estados Unidos é um belo exemplo, ao titular uma matéria sobre as condições climáticas com “EUA vai encarar seu maior teste até agora: Manaus”, e informar no texto que a seleção do país vai desembarcar “no lugar que se provou ser uma ideia tão ridícula na prática quanto quando todos disseram que seria ao ser anunciada”.

“Os jogadores saíram do campo em Natal, ao venceram Gana, cansados e desidratados. Bom, agora vai ficar mais difícil e úmido, o que mostra que uma regeneração completa tem que ser prioridade tanto na entrada quando na saída do seu próximo jogo. (...) Os americanos irão viajar agora para o ambiente mais extremo da Copa do Mundo”, começa a matéria, assinada por Dan Wetzel.

O restante da reportagem evidencia questões que já vêm sendo debatidas no Amazonas e no Brasil há alguns anos, como porque ter um estádio de quase R$ 700 milhões numa cidade no coração da floresta sem infraestrutura e sem tradição futebolística e a distância, que para atletas pode ser desgastante e, para os torcedores, caro.

Para encerrar, o Yahoo Sports aproveitou declarações de Cesare Prandelli e Roy Hodgson, técnicos da Itália e Inglaterra, respectivamente, assim como da FIFPro, a Federação Internacional de Jogadores Profissionais, que criticou a falta de paradas técnicas para os atletas se refrescarem durante a partida e classificou a decisão como “chocantemente irresponsável”, de acordo com o texto.

“Os dois técnicos disseram que era necessário ter paradas técnicas para prevenir risco físico. Todos se perguntaram quem teve a brilhante ideia de sequer trazer a Copa do Mundo para Manaus. (…) Aqueles que competiram completaram dizendo que não havia só uma ameaça à saúde, mas também que o nível de jogo foi afetado”, revela trecho.

Para o jornalista, “nem é preciso dizer, a esta altura, que o Brasil deveria ter escolhido uma sede diferente”, mas é provável que Jurgen Klinsmann, técnico dos Estados Unidos, “continue sem focar nas condições de jogo – ele é quase religiosamente contra desculpas, especialmente logo antes da partida”. 

Já o portal do NBC Sports sabe que as críticas sobre Manaus enquanto cidade-sede do Mundial estão esquentando de novo, “devido principalmente às relativamente horríveis condições que vêm sendo experimentada pelos jogadores”.

“É isso que acontece quando você coloca um estádio numa floresta tropical, e agora isso irá atingir atletas dos Estados Unidos e Portugal”, acrescenta, ainda no segundo parágrafo, dizendo que no dia do jogo deve fazer algo em torno de 99 graus Fahrenheit (cerca de 37 graus Celsius).

O repórter Nicholas Mendola lembra da declaração de Claudio Marchisio, autor do primeiro gol da Itália na vitória por 2 a 1 em cima da Inglaterra em Manaus, que disse que teve alucinações por causa da temperatura. Para completar, apenas uma palavra de Prandelli para as condições de jogo: “Ridículo” – na verdade, o técnico disse que “não ter paradas técnicas era ridículo”.

“A equipe de Klinsmann está prestes a experimentar o clima em alguns dias. Um jogo de tamanha importância vai ser disputado numa espécie de caldo grosso, e é uma situação grudenta”, finaliza a matéria.

O Miami Herald, que alguns meses atrás fez uma matéria que foi manchete do seu jornal diário sobre Manaus, antevê complicações em todos os jogos em Manaus, tomando como base a primeira partida disputada na capital amazonense. Segundo eles, Hodgson disse que os jogadores tiveram câimbras que logicamente estavam ligadas à falta de hidratação. “As equipes vão ter que se adaptar”, alerta o texto.

Mesmo com todas as reclamações dos jogadores, comissão técnica e imprensa internacional, a Fifa afirmou que o clima da capital amazonense não era suficientemente quente para garantir uma parada técnica durante o jogo entre ingleses e italianos. Um porta-voz da entidade garantiu que “a saúde dos jogadores é sempre a mais alta prioridade e a equipe médica da Fifa está monitorando todas as sedes cuidadosamente durante a Copa do Mundo”.

Para a Fifa, esses “descansos” são necessários quando a temperatura excede os 32 graus, quando também são levados em conta fatores como a hora do dia, a quantidade de nuvens, o vento, a umidade e a localização do estádio. “No caso Inglaterra-Itália, levando em consideração que a temperatura não passou de 27 graus durante toda a partida, paradas técnicas adicionais não se mostraram necessárias”, reforçou o porta-voz, lembrando que o técnico pode permitir que jogadores bebam água das garrafas que ficam nas laterais do campo, e que isso aconteceu neste primeiro jogo na Arena da Amazônia.