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Dias das Mães: exemplo de guerreira, no tatame e na vida

Rebeca Rodrigues é faixa roxa de jiu-jitsu, professora da modalidade, atendente e garçonete; confira como ela divide o tempo entre as conquistas esportivas e a família

Rebeca e as crianças do aulão onde ela é professora, apenas uma das suas atividades

Rebeca e as crianças do aulão onde ela é professora, apenas uma das suas atividades (Winnetou Almeida)

Para ser um atleta campeão, você abre mão de família, amigos e vida social. Tudo por um sonho. Agora imagine você ser atleta, mãe, trabalhar oito horas por dia, ainda arrumar tempo para filha e, de quebra, trabalhar mais um pouco? Esse é o cotidiano da faixa-roxa de jiu-jitsu Rebeca Rodrigues, que por ter dois empregos, ser mãe e ainda dar aula de jiu-jitsu, demonstra gás e resistência para encarar seus dias que parecem ter mais de 24h. Ela se divide entre ser atendente em uma agência de empréstimos financeiros, ajuda no aulão para crianças da arte suave e exerce com perfeição a maternidade.

Mãe ainda na adolescência, Rebeca já foi eleita pela Federação de Jiu-jitsu do Amazonas (FEJJAM) a melhor da categoria na faixa azul e roxa. Ela admitiu ainda, em uma conversa franca com a reportagem, como descobriu a maternidade. “Foi tudo muito repentino e difícil. Descobri pelos sintomas mesmo. E foi complicado, pois era jovem. Mas depois que a barriga cresceu, a família passou a apoiar”, explicou a mãe de Hanna, hoje com 14 anos.

Assim como muitas outras jovens que se tornam mãe ainda na adolescência, Receba explicou ainda que precisou abdicar de algumas coisas para poder ver nascer a sua maior conquista. “Parei de estudar e só depois que ela nasceu, voltei. E na base da raça, superei todas as dificuldades e me formei no ensino Médio. Principalmente por ser mãe solteira. Sou a verdadeira pãe (junção das palavras pai com mãe)”, disse.

Rebeca explicou ainda que, mesmo depois de ter se formado na escola, foi aí que começou a peregrinação. “Eu já fiz tudo depois que me formei. Trabalhei em comércio, bar, já panfletei. E agora, estou aqui na empresa (uma financeira), ajudo a dar aula e ainda sou garçonete. Vivo dizendo para a Hanna que um atleta sem estudo não é nada. Ainda bem que ela entende”, contou Rebeca.

Questionada sobre o quão difícil é ser mãe, a faixa-roxa mostrou a esperteza de uma campeã e sem pestanejar respondeu com categoria. “O grande ‘xis’ da questão é o sustento. Esse é o mais difícil. Mas tive o apoio da família, por isso deu tudo certo. Hoje, a Hanna é uma atleta e isso me deixa feliz”, disse Rebeca que em seguida comentou sobre os benefícios do esporte para a família. “Hoje além de atleta, minha filha é bolsista em uma escola particular e isso trás mais responsabilidade para, e para mim. Eu corro para ganhar dinheiro, nos manter e ainda competir”, contou enquanto atendia um interessado em contrair empréstimo.

Filha é só elogios para a mãe

Se o espelho do sucesso está em casa, Hanna Rodrigues, 14, tem em casa o “caminho das pedras” para ser determinada e vencer na vida. Segundo a jovem, o relacionamento com a mãe é de amizade, companheirismo e admiração.

“Hoje, tudo que sei devo a ela. Como não vou agradecer? Ainda bem que temos um relacionamento aberto, com conversa e de amizade. Admiro muito minha mãe por tudo que ela fez”, diz a faixa-amarela de jiu-jitsu e praticante da ginástica rítmica e artística. Ela prova que a mãe é exemplo ao justificar o motivo para praticar a arte-suave. “Sempre ví minha mãe em competições e gostava. Então, quando chegávamos em casa, sempre gostei de brincar com ela e assim tem sido até hoje”, conta. A filha falou também sobre o tamanho da admiração pela mãe. Segundo ela, o melhor é poder praticar o esporte que gosta com a mãe.

“Acho que o melhor foi que ela me levou para o jiu-jitsu, eu gostei e hoje treinamos juntas mesmo eu gostando da ginástica. Obrigado por tudo”, agradeceu à sua mãe, Hanna.