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Estádio Carlos Zamith é inaugurado simbolicamente pelo Governador do Amazonas

Construído para ser um dos Campos Oficiais de Treinamento (COT) para as seleções que irão disputar a Copa do Mundo 2014 em Manaus, o estádio tem capacidade para 5 mil pessoas e custou cerca de R$ 15 milhões

O estádio Carlos Zamith será integrado à estrutura da Fundação Vila Olímpica que, segundo o governador, assim como a Secretaria Estadual de Juventude Esporte e Lazer (Sejel), passa a ser comandada por técnicos

O estádio Carlos Zamith será integrado à estrutura da Fundação Vila Olímpica que, segundo o governador, assim como a Secretaria Estadual de Juventude Esporte e Lazer (Sejel), passa a ser comandada por técnicos (Divulgação/Agecom)

O governador do Amazonas José Melo fez na manhã deste sábado (24), a entrega simbólica do Estádio Carlos Zamith, localizado no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, apresentando um novo espaço destinado ao futebol amazonense. Por questões contratuais com a FIFA, o Governo do Amazonas cancelou a partida entre Nacional e Rio Negro, pelo Campeonato Estadual de Juniores que deveria acontecer na noite deste sábado, no Carlos Zamith.

Construído para ser um dos Campos Oficiais de Treinamento (COT) para as seleções que irão disputar a Copa do Mundo 2014 em Manaus, o estádio tem capacidade para 5 mil pessoas. A obra custou cerca de R$ 15 milhões e, segundo o governador, ficará como um dos legados da Copa para o futebol local.

“Essa, sim, é uma herança importante da Copa, olhando a nossa juventude. Aqui pode ser a usina formadora daquilo que a gente sonha para o futebol amazonense. Aqui, vamos poder treinar os jovens talentos que vão formar os times principais”, observou o governador, ao ressaltar que, junto com o Estádio da Colina, no São Raimundo, zona oeste, que foi reconstruído pelo Governo do Amazonas também para servir de COT, o estádio do Coroado será utilizado para as partidas de futebol do Campeonato Amazonense, com público pequeno, que não poderão ser disputada na Arena da Amazônia, onde os custos operacionais são mais altos.

O estádio Carlos Zamith será integrado à estrutura da Fundação Vila Olímpica que, segundo o governador, assim como a Secretaria Estadual de Juventude Esporte e Lazer (Sejel), passa a ser comandada por técnicos. José Melo nomeou o técnico de natação, Aly Almeida, que já integrou a comissão técnica de seleções brasileiras em duas Olimpíadas e dois Pan-Americanos e foi responsável pela formação de uma das melhores gerações de talentos da natação amazonense.

Para a Sejel, foi nomeado o médico ortopedista Antônio Eduardo Ditzel, que também atua na área esportiva ligada à formação de talentos.  Desde  2002, Ditzel integra a comissão técnica das delegações amazonenses em competições nacionais estudantis, como Jogos da Juventude e Olimpíadas Escolares.

Legados da Copa 

Além do legado dos estádios, o governador também citou outras heranças importantes que a Copa do Mundo deixará a exemplo do Centro Integrado de Comando e Controle, assim como toda a parte de treinamento e a experiência de grandes operações de segurança preparadas para o evento. Segundo José Melo, mais de R$ 78 milhões foram investidos em estrutura física e novas tecnologias. “Fizemos isso olhando a Copa, mas também a segurança da população como um todo. Aquele centro de controle vai permitir que dali se possa monitorar 80% da cidade em tempo real através de sistemas de câmera”. 

Ainda segundo o governador, o CICC poderá contar com o suporte de quatro carretas equipadas com equipamentos de monitoramento que poderão ser colocadas em pontos estratégicos da Cidade de Manaus e de lá visualizar tudo o que está acontecendo ao redor. 

José Melo também ressaltou a importância da realização do Mundial de Futebol para o turismo. “Na minha avaliação, o legado mais importante é o fato de que agora o mundo vai conhecer um Amazonas que ele não conhece, aliás, nem o Brasil conhece direito o nosso Estado. Um Amazonas, dos rios, das florestas, de um povo encantador”, destacou o governador, ao reforçar que a Copa pode motivar grandes investidores do ramo a criar uma estrutura turística nos moldes do que foi feito na Costa Rica, com o turismo de selva, contemplativo e de pesca.

“Eu acho que ainda podemos citar como legados as estruturas no entorno da arena, onde tivemos que fazer investimentos no Sambódromo, na Vila Olímpica e na construção de um grande Centro de Convenções. Portanto, hoje o Amazonas terá um grande complexo esportivo, cultural e de negócios. Para isso, contratamos uma empresa para fazer um estudo de mercado mundial para nos orientar o destino desse complexo no pós-Copa, para não só abater nos custos mas também repor os investimentos feitos”, concluiu José Melo.