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Flamengo comemora uma década de invencibilidade em cobranças de pênaltis

O Rubro-Negro despachou o Coritiba pelas quartas de final da Copa Brasil e completou sete triunfos seguidos em disputa de penalidades. Último revés foi contra o Santos e o maior "freguês" dos flamenguistas é o Botafogo

Paulo Vítor está há oito anos na Gávea e manteve o tabu de triunfar em cobranças de penalidades.

Paulo Vítor está há oito anos na Gávea e manteve o tabu de triunfar em cobranças de penalidades. (Reprodução/internet)

Pra muitos a decisão por pênaltis é considerada uma loteria. Pois se pensarmos dessa maneira o Flamengo é um dos clubes mais sortudos do mundo. Na noite desta quarta-feira (3), o Rubro-Negro somou seu sétimo triunfo em cobranças de penalidade máxima. Desta vez, a vítima foi o Coritiba, que além de ser derrotado no tempo normal por 3 a 0, ainda viu a vaga na próxima fase da Copa do Brasil esbarrar nas mãos do goleiro Paulo Vítor.

Lá se vão dez longos anos que o torcedor do Mengo não sabe o que é perder uma disputa nos pênaltis. A última vez que isso aconteceu, foi em setembro de 2004, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião o clube da Gávea disputava a Copa Sul-Americana e acabou derrotado por 5 a 4, após empate no tempo normal por 2 a 2. E olha que o goleiro naquele jogo foi Júlio César, outro ídolo da Nação Rubro-Negra.

A era Bruno

Além de Paulo Vítor, herói da noite desta quarta, o Flamengo teve a ajuda de outras “muralhas” ao longo dessa década. Com a chegada do goleiro Bruno, em 2006, o torcedor do Mengo começou a ficar menos tenso quando o assunto é disputa de pênaltis. A primeira vez que o arqueiro contratado junto ao Corinthians foi testado foi contra o Vasco da Gama, pela semifinal da Taça Guanabara de 2007.

Naquela tarde de domingo, Bruno começou a escrever a parte bonita de sua história com a camisa do Flamengo ao defender os chutes de Dudar e Diego. Além das boas defesas, o dono da camisa 1 ainda teve a sorte de ver a finalização de Amaral ir para fora do gol. No final da disputa o Mengo garantiu a vaga na final da Taça Guanabara daquele ano.


Ainda em 2007, Bruno fechou o gol na decisão por pênaltis contra aquele viria a ser sua maior vítima em cobrança de penalidades, o Botafogo. Em maio daquele ano, o arqueiro segurou os chutes de Lúcio Flávio e Juninho, e assim começava a caminhada rubro-negra rumo a mais um tri-campeonato carioca.

E foi justamente contra o clube da Estrela Solitária, na final do Carioca de 2009, que o goleiro voltou a brilhar, evitando que, novamente, Juninho e Leandro Guerreiro convertessem suas cobranças. Foi a última grande decisão em que Bruno se sagrou heroi da Nação Rubro-Negra, em 2010 ele foi preso, acusado de matar a amante dele, Eliza Samúdio.

A era Felipe

Parecia o fim de uma era de triunfos nas decisões dos penais. Porém, em 2011 outra muralha chegava à Gavea: Felipe. O goleiro simplesmente fechou o gol contra todos os rivais cariocais naquele ano. Começando pelo “freguês” das decisões por pênaltis, o Botafogo, ma semifinal da Taça Guanabara, quando o camisa 1 pegou os chutes de Everton e Somália. Pra definir a sessão de cobranças, Renato Cajá finalizou pra fora. Final: 3 a 1 pro Mengo.

Na semifinal da Taça Rio do mesmo ano, a vítima da vez foi o Fluminense. Felipe evitou os gols de Araújo e Tartá e ainda  contou com a sorte na cobrança de Souza, que errou o alvo. Pra finalizar a temporada de vitórias em decisões por pênaltis, restava superar o arquirrival Vasco da Gama. E como o Cruzmaltino tem a fama de vice, o triunfo veio na final do segundo turno.


Como o Flamengo já havia conquistado a Taça Guanabara, a vitória contra o clube da Cruz de Malta lhe dava também o título do Estadual. E por incrível que pareça somente a fama conquistada nas disputas contra Botafogo e Fluminense fez com que os batedores vascaínos tremessem. Bernardo, Felipe Bastos e Elton sequer acertaram o gol defendido por Felipe. Resultado final: Flamengo campeão carioca de 2011.

Uma nova era com PV

Com o afastamento de Felipe da equipe principal pelo treinador Vanderlei Luxemburgo, coube a “prata da casa”, Paulo Vítor se transformar no herói contra o Coritiba. Os números do atual goleiro do Flamengo são impressionantes. Há oito anos na Gávea – grande parte na reserva – o arqueiro foi testado 16 vezes em cobranças de penalidades e somente em seis oportunidadaes ele foi vazado.

Na noite desta quarta-feira (3) não foi diferente. PV (como é chamado pelos companheiros) segurou as cobranças de Helder e Dudu. E como seus antecessores, contou com a sorte na finalização de Zé Love que esbarrou na trave. Mais uma vez a Nação Rubro-Negra saiu do Maracanã com a sensação de que decisão por pênaltis e loteria é com goleiro do Flamengo.