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Francisco Diá: ‘Temos obrigação de vencer tudo’

Em entrevista especial ao A CRÍTICA, o técnico do Nacional fala da chegada ao Leão e da responsabilidade na temporada

Francisco garante que a diretoria não vai se intrometer na escalação da equipe: "Se isso acontecer aqui, é porque não precisam de mim. Faço minhas malas e vou embora"

Francisco garante que a diretoria não vai se intrometer na escalação da equipe: "Se isso acontecer aqui, é porque não precisam de mim. Faço minhas malas e vou embora" (Márcio Silva)

Ainda em setembro de 2013, meros doze dias depois de perder uma das maiores oportunidades da sua história centenária – em uma temporada que o clube teve patrocinador, bons jogadores e tudo para conquistar o acesso para a Série C e acabou eliminado precocemente ainda na segunda fase do campeonato nacional, eliminado da Copa do Brasil e com o vice-campeonato do Estadual, a direção do Nacional tratou de virar a página e apresentou Francisco Diá, conhecido pelos acessos conquistados ao longo da carreira como treinador para a temporada de 2014.

Aos 57 anos, o potiguar traz em seu currículo tudo o que o torcedor nacionalino gosta: títulos, acessos a divisões do futebol brasileiro e um histórico vencedor. Ele passou por equipes como Icasa (CE) onde assumiu o comando da equipe, salvou o time do rebaixamento e em seguida levou a para as quartas-de-finais da Série C de 2012 e conquistou o acesso para a Série B de 2012. Em seguida, foi para o Mogi Mirim (SP) onde passou apenas cinco jogos à frente da equipe sem conquistar vitórias.

Disposto a deixar a temporada do centenário para trás - que foi marcada pela falta de títulos - a diretoria apostou no espírito vitorioso do treinador para voltar a por o Leão da Vila no caminho das vitórias. Disposto a trabalhar como todo bom nordestino, e sem “aceitar a pressão da diretoria”, o treinador segue trabalhando há mais de 45 dias em ritmo de pré-temporada.

Dando continuidade à série de conversas que o CRAQUE tem feito com os treinadores, Francisco Diá bateu um papo com a reportagem. Confira o bate-bola abaixo na íntegra.

Ano passado o Nacional tinha tudo para chegar longe mas não conseguiu. A versão 2014 do Naça pode chegar aonde?
Ainda vamos evoluir muito. Temos feito jogos-treinos para destravar a musculatura dos jogadores, como o Chapinha, o Jefferson e o Fabiano, que tem se soltado mais. É difícil dizer onde podemos chegar, pois ainda estamos em pré-temporada e vamos enfrentar três competições (Copa Verde, Estadual e Copa do Brasil). Temos um banco à altura e tenho certeza que vamos evoluir. É difícil dizer onde vamos chegar agora.

O vice-presidente do Nacional, Manoel do Carmo Chaves, o “Maneca”, disse que o objetivo do clube em 2014 era ganhar a Copa Verde e ir para a Copa Sul-Americano. Entretanto, isso não dá acesso para a Série D. Qual é o objetivo do Nacional em 2014?
Cada um tem a sua avaliação. Como somos uma equipe grande, temos a obrigação de ganhar tudo. Mas considero a Copa Verde e a Copa do Brasil tudo igual. Acho que o importante é vencermos o Estadual, que dá a vaga para a Série D, que é a prioridade, pois senão, não teremos a vaga no Brasileiro. Primeiro o título Estadual. Sabemos da dificuldade que vai ser. Depois, veremos o desenrolar da temporada.

E é cedo para falar em favoritos ou favoritismo?
Não mesmo. Acredito que o Fast está montando uma grande equipe, pois tem um grande treinador que é o Aderbal Lana. O próprio Princesa do Solimões, que é um time forte quando joga em Manacapuru. Estes dois são os favoritos. Um por ter um grande comandante e outro por ser o atual campeão, manteve a base e o seu treinador. Mas acho que o Nacional e o Penarol correm por fora.

Você tem mercado na cena nacional do futebol. O que te atraiu para vir para o Norte do País?
Eu já tinha tido uma proposta do Nacional quando subi o Icasa em 2012. Porém, eu ainda tinha contrato e optei por cumprir meu contrato. Depois sai, fui para o Barueri, e agora estou aqui. Vim pela proposta que é boa e pela motivação de desbravar um novo mercado. Quero mais um acesso e se conseguirmos jogar a competição pelo Nacional e conquistar o acesso seria bom para mim.

Nos últimos 10 anos, o Nacional disputou sete vezes o Campeonato Brasileiro entre as séries C e D. Nesse período, o melhor posicionamento foi o oitavo lugar em 2006. Fora isso, a equipe quase nem avança da segunda fase. O que fazer para deixar isso para trás?
Nas equipes que eu tive acesso, é o conjunto. Manter um time campeão e conseguir manter eles motivamos, junto com uma base, é melhor ainda. Vale ressaltar que o importante é ter um alicerce e uma infra-instrutora. Futebol é treinamento. É preciso manter os jogadores e fazer uma base como o Princesa fez. Foi assim no Icasa e Sampaio Correia.

Então o segredo é manter a base?
Sim, pois assim você sabe quem rende em qual posição. Sabe quais pontos precisa melhorar. Hoje uma equipe do Salgueiro saiu da Série D para a Série C assim, jogando três anos juntos. Então, o segredo é a base, pois assim, dificilmente uma equipe sai derrotada.

Normalmente equipes do Norte desistem de disputar a Série D por falta de dinheiro. Se isso acontecer e sobrar uma vaga para o Nacional, a equipe está preparada?
Depende do nosso retrospecto nas outras competições. Temos jogadores que conheço e que tem experiência em acesso. Se existir uma vaga, com esses jogadores experientes e os outros que podem chegar, com certeza estaremos pronto.

Outros treinadores que já passaram pelo Nacional - inclusive, o penúltimo, Aderbal Lana, já reclamaram que a diretoria costuma se meter muito no trabalho do treinador. Se isso acontecer, o que o senhor pretende fazer?
As equipes que eu passo ninguém se mete. A única vez que tive esse problema foi com o Botafogo da Paraíba, onde o presidente queria escalar um atacante e eu nem relacionei. Se isso acontecer aqui, é porque não precisam de mim. Quem escala sou eu. Se eles se meterem eu pego meu boné, faço minhas malas e vou embora. Quem segura emprego de treinador é resultado e preciso fazer o meu. Sempre vou fazer o melhor para o meu time.