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Funcionário que se acidentou em obra da Arena da Amazônia morre

O português Antônio José Pita Martins, da empresa terceirizada Martefer, teve traumatismo craniano e não resistiu à cirurgia

Acidente ocorreu na área entre a Arena e o Sambódromo, quando a vítima foi atingida na cabeça durante desmonte de guindaste

Acidente ocorreu na área entre a Arena e o Sambódromo, quando a vítima foi atingida na cabeça durante desmonte de guindaste (Divulgação/Patrulha da Cidade)

O operário português Antônio José Pita Martins, 55, que trabalhava nas obras da Arena da Amazônia Vivaldo Lima e que sofreu um acidente de trabalho na manhã desta sexta-feira (7), morreu no início da tarde durante cirurgia de urgência, devido ao traumatismo craniano que sofreu. A Agência de Comunicação do Governo de Estado (Agecom) confirmou o óbito.

Martins foi atingido na cabeça por uma peça metálica durante desmonte do principal guindaste da obra, do qual era operador, em uma área entre a Arena e o Centro de Convenções (Sambódromo).

De acordo com a assessoria de imprensa da Andrade Gutierrez S/A, construtora à frente da obra, o funcionário pertencia à empresa portuguesa terceirizada Martifer, responsável pela estrutura metálica da Arena, onde atuava como técnico de guindaste de grande porte. A Martifer também participou das construções do Castelão e da Arena Fonte Nova.

Logo após o acidente, por volta das 8h, o funcionário foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no próprio canteiro de obras e, após dar entrada no Hospital Pronto-Socorro 28 de Agosto, foi transferido para o Hospital Pronto-Socorro João Lúcio, localizado na Zona Leste da capital, onde passou por cirurgia, a qual não resistiu.

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da construtora Andrade Gutierrez, responsável pelas obras do estádio multiuso, sustenta que o guindaste no qual Antônio trabalhava estava desativado desde o dia 11 de janeiro.

A empresa Martefer lançou comunicado informando que presta, neste momento, toda a assistência à família e apura as causas do acidente.

Perícia

O Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT 11ª Região), por meio do Procurador do Trabalho Jorsinei Dourado do Nascimento, se deslocou até o local e solicitou a presença da Polícia Civil.

A delegada Catarina Saldanha Torres, da Delegacia Especializada em Ordem Pública e Social (Deops), compareceu à obra e requisitou a realização de uma perícia. O procurador do Trabalho acompanhou a realização da mesma.

“Verificamos que a cena onde ocorreu o acidente estava sendo alterada pela empresa, a exemplo da escada onde o trabalhador estava que foi retirada de local. Além disso, foi jogada areia sobre os vestígios de sangue no chão”, explicou Jorsinei.

O MPT aguarda o relatório da Polícia Civil para definir quais serão as medidas judiciais a serem tomadas.

Já a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM) também lançou nota lamentando o ocorrido e destacou que uma equipe de três auditores fiscais do Trabalho já foi ao local do acidente para realizar o relatório de inspeção.

A análise do acidente de ser finalizada na próxima semana.

Outras mortes

Este é o terceiro acidente fatal que acontece no canteiro de obras da Arena da Amazônia. Raimundo Nonato Lima e Marcleudo Ferreira também perderam a vida enquanto trabalhavam no local, em 2012 e 2013, respectivamente.