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Germânicos e argentinos que moram em Manaus contam as horas para a final do Mundial

Em Manaus, o CRAQUE conversou com duas famílias, que agora, com a Seleção Brasileira fora da decisão, já sabem exatamente para quem vão torcer na partida deste domingo (13), no Maracanã

As torcidas se preparam para torcer durante a partida

As torcidas se preparam para torcer durante a partida (Erica Melo)

Torcedores alemães e argentinos contam as horas para a final da Copa do Mundo começar. Em Manaus, o CRAQUE conversou com duas famílias, que agora, com a Seleção Brasileira fora da decisão, já sabem exatamente para quem vão torcer na partida de hoje, no Maracanã. E motivos para apoiar germânicos e hermanos não faltam.

A professora Nilma Brasil Falcón é casada há 27 anos com o chefe de cozinha argentino Raul Falcón, e estava em Buenos Aires no dia da fatídica derrota de 7 a 1 do Brasil para a Alemanha, na última terça-feira, no Mineirão. Segundo Nilma, os hermanos são bastante discretos, e por isso viu poucas pessoas comemorando o vexame brasileiro. 

“Os brasileiros são mais explosivos que os argentinos. É claro que muitas pessoas em Buenos Aires gostaram da derrota do Brasil, mas comemoraram de uma maneira bem discreta. Pelo olhar e pelos gestos de alguns era possível perceber que eles estavam satisfeitos com a eliminação do Brasil”, comentou Nilma.

Mas não foram todos os hermanos que gostaram da derrota brasileira.

“Eu fiquei realmente triste com a goleada que o Brasil recebeu. Quando a Alemanha fez o quinto gol, eu não aguentei e chorei. O futebol no Brasil é uma questão cultural, as pessoas crescem tendo que escolher um time para torcer e eu chorei porque lembrei justamente das crianças”, revelou Raul Falcón, argentino, que mora no Brasil há mais de 30 anos.

Nilma faz mestrado em Educação na terra dos hermanos e por isso está sempre com um pé lá e outro cá. De acordo com ela, chegar à final da Copa do Mundo no Brasil era um desejo muito grande dos argentinos, mas a classificação surpreendeu bastante.

“Foi uma surpresa, afinal eles não chegavam a uma final há muito tempo. Mas é claro, que todos estão muito felizes e confiantes quanto à vitória diante da Alemanha no Maracanã”, completou.

Alemães em Manaus

No jogo de terça-feira, entre Alemanha e Brasil, o alemão Jochen Fchoenga, Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI), que mora em Manaus há mais de dez anos, sofreu junto com os 200 milhões de brasileiros que viram a Seleção ser goleada em casa. Mas hoje ele vai torcer claro, pelo seu país de origem.

“Eu não sei o que aconteceu com o Brasil. Mas acredito que Thiago Silva - responsável por organizar toda a defesa do time - e Neymar - o grande craque - fizeram falta. Mas passou e agora é hora de torcer pela Alemanha”, disse Fchoenga.

“Acredito que chegou a hora da Alemanha levantar a taça. Já tivemos pelo menos quatro tentativas de conquistar o título e sempre batemos na trave. Por isso, acho que agora chegou a hora e por tudo que jogou, a Alemanha merece vencer a Argentina”, completou o pesquisador alemão.

E Jochen Fchoenga não está sozinho: o filho Lucas, de 13 anos, vai apoiar o pai e também vai torcer pela equipe germânica. “Infelizmente, o Brasil não está mais na Copa e por isso, agora, vou torcer pela Alemanha, que é o país do meu pai”, disse Lucas.

Já a esposa do pesquisador, Jucilete Fchoenga ainda está muito abalada com o vexame da Seleção Brasileira nas semifinais do Mundial, e não está muito empolgada com o jogo de hoje. “Difícil entender o que aconteceu com o Brasil, é uma situação muito difícil, estou triste. Mas talvez torça pela Alemanha”, pontuou.