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Grêmio é excluído da Copa do Brasil por ato de racismo de torcedora

Além de estar fora da competição, o time foi multado em R$ 50 mil por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na tarde desta quarta-feira (3), após episódio em que torcedora gaúcha chamou goleiro do Santos de "macaco"

Momento exato em que o goleiro Aranha se vira e é xingado pela torcedora do Grêmio.

Momento exato em que o goleiro Aranha se vira e é xingado pela torcedora do Grêmio. (Reprodução/internet)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por meio da 3ª Comissão Disciplinar, decidiu hoje (3) excluir o Grêmio da Copa do Brasil por causa do crime de racismo, ocorrido no dia 28 de agosto, em partida contra o Santos, quando o goleiro santista Aranha foi xingado por torcedores e chamado de macaco. O time gaúcho também foi multado em R$ 50 mil. A decisão foi unânime, por quatro votos.

Embora a defesa do Grêmio tenha pedido a absolvição do clube, alegando que os envolvidos no caso de racismo eram cinco pessoas, dentro de uma torcida de 30 mil pagantes, os integrantes do STJD entenderam que a pena tem caráter pedagógico contra atitudes de racismo. Para o presidente da 3ª Comissão Disciplinar, Fabrício Dazi, a decisão mostra para os clubes que precisam ser responsáveis por suas torcidas e também demonstra ao mundo que o Brasil não é complacente com o racismo em campo.

O juiz da partida, Wilton Pereira Sampaio, foi suspenso por 45 dias e multado em R$ 800 por não ter incluído na primeira versão da súmula do jogo a reclamação de Aranha, tendo colocado apenas em um adendo, posterior ao final da partida, quando tomou conhecimento do fato por imagens da televisão.

Os dois auxiliares e o quarto árbitro foram suspensos por 30 dias e multados em R$ 500.

Os torcedores identificados foram condenados e não poderão comparecer ao Estádio do Grêmio por 720 dias.

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, informou que vai recorrer da decisão.