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Imprensa internacional vê calor de Manaus como fator decisivo no clássico entre Itália e Inglaterra

Diversos veículos de comunicação ao redor do mundo publicaram que a alta temperatura da região amazônica e sua umidade interferiram no jogo - ou não. Gramado da Arena da Amazônia, outro foco de polêmicas, ficou em segundo plano

Primeiro jogo na Arena da Amazônia na Copa do Mundo 2014 repercurtiu mundialmente

Primeiro jogo na Arena da Amazônia na Copa do Mundo 2014 repercurtiu mundialmente (Reprodução/Internet)

Mesmo após o jogo entre Inglaterra e Itália, o clássico mundial que marcou a estreia das duas seleções do Grupo D na Copa do Mundo 2014, parte da imprensa internacional não deixou de lado questões polêmicas sobre Manaus e sua Arena da Amazônia. A alta temperatura e grau de umidade, assim como o gramado do estádio, porém, ficaram em segundo plano, e o foco foi realmente na Azzurra, que levou a melhor neste duelo.

Eleito o melhor em campo, o craque italiano Balotelli também foi reverenciado por jornalistas ao redor do globo, assim como o capitão Pirlo. A desanimação dos jogadores ingleses contrastou com notícias sobre a constante empolgação de torcedores do País da Rainha em Manaus. Mas os periódicos também aproveitaram para buscar “explicações” para a derrota britânica.

O site da Major League Soccer (MLS), a federação norte-americana de futebol, é o mais direto: o título já diz “Itália e Inglaterra admitem que calor e umidade de Manaus impactou na partida do Grupo D na Arena Amazônia”. A matéria online afirma que o clima da capital amazonense rendeu discussões desde o início da Copa e foi um importante fator no jogo. Para ilustrar, aspas de Cesare Prandelli, técnico da Itália, que criticou em coletiva posterior ao jogo a falta de paradas técnicas para hidratação.

“Tivemos que recuar no nosso ritmo para podermos recuperar o fôlego. Era impossível manter a intensidade”, disse Prandelli, agradecendo ao árbitro pela “bondade” em interromper a partida de vez em quando, permitindo que os jogadores se refrescassem.

“É um absurdo. Se nós queremos entretenimento, então precisamos dar oportunidade aos jogadores para terem energia e produzirem este tipo de performance”, continuou o técnico, que foi apoiado por Balotelli. “As condições climáticas em Manaus são extremas, estava muito quente. Em outros lugares também é quente, mas não como aqui. Aqui é ruim, honestamente”, confirmou o atacante, se referindo exclusivamente ao clima.

Para a BBC, era visível o cansaço dos jogadores já no fim do embate, disputado no “calor sufocante” de Manaus. “(Roy) Hodgson tem que torcer para que isso não tenha tirado tanta energia dos seus jogadores. O calor de Manaus, porém, não fez diferença para o estilo de Pirlo, que foi instrumental sem nem tocar na bola”, diz a matéria.

A versão online do tablóide britânico The Mirror foi um dos poucos que relataram o favoritismo aos italianos na Arena da Amazônia. “Inglaterra era, de longe, a segunda favorita da torcida local em Manaus e era vaiada desde o início”, informa. Para eles, a culpa é do “legado dos comentários de Roy”, e o texto ainda brinca: “Boa memória desses manauaras”.

O também inglês Daily Mail disse que, numa noite em que o calor e a umidade esgotaram a energia de cada homem e mulher na Arena da Amazônia, foi a resistência e habilidade de segurar o placar dos jogadores italianos que fizeram eles ganhar. Já o Global News, do Canadá, classificou Manaus como a mais exótica sede da competição ao listar a temperatura e umidade relativa do ar na hora da partida (30 graus e 61%, respectivamente, de acordo com eles), mas disse que os atletas não aparentaram afetados pelo calor.

O ABC News, da Austrália, vem com uma frase marcante do capitão inglês Steven Gerrard: “Foi uma noite difícil. Estava quente, grudento, seco e o campo complicou. Mas isso são desculpas, Itália estava muito bem”.

Na Itália

Para a imprensa italiana, o clima era de festa – afinal a seleção nacional quebrou um jejum que carregava há quatro jogos, sem vencer em Mundiais, e levou a melhor na estreia (apesar de ainda não liderar o Grupo D, atrás da zebra Costa Rica). O Gazzetta Dello Sport, porém, desviou o foco do campo ao dizer que as torcedoras italianas no estádio eram bem superiores às inglesas.

Outros veículos não tiveram o mesmo bom-humor, mas celebrava a vitória, que estampou praticamente todos os jornais e portais de notícias da Velha Bota. O Tuttosport traz uma foto da comemoração do segundo gol da seleção italiana e a manchete "Leões Italianos", complementando: "Nossa Copa do Mundo do Brasil começa com um triunfo. Marchisio e Balotelli derrubam Inglaterra por 2 a 1, em Manaus". 

Já o Corriere dello Sport brinca com os ingleses na chamada "Itália Oh Sim!" e descreve a atuação da Azzurra: "Grande vitória sobre a Inglaterra em sua estreia na Copa do Mundo, em Manaus. O Corriere della Sera exibe a foto da cabeçada de Balotelli e destaca no título: "Primeira noite de emoção. Vence a Itália de Baloteli”.