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Inglaterra e Itália: Um raio-x do primeiro jogo na Arena da Amazônia, em Manaus

Foram 24 confrontos na história entre as duas seleções que, juntas, detêm cinco títulos mundiais. Apesar do rico histórico, ingleses e italianos se encontraram apenas uma vez em Copas do Mundo

English Team versus Azzurra - duelo inaugural da Arena da Amazônia na Copa do Mundo.

English Team versus Azzurra - duelo inaugural da Arena da Amazônia na Copa do Mundo. (Divulgação)

Visto como o jogo mais esperado da primeira rodada da fase inicial do Mundial da FIFA, no próximo sábado (12), às 18h (horário local) na Arena da Amazônia, a “Azzurra” tetracampeã mundial vem bastante renovada, porém, aposta nos veteranos para enfrentar o “English Team”. Já os ingleses, campeões em 1966, confiam na tecnologia e nos novatos para suportar o forte calor da capital amazonense. Juntas, as duas equipes escreverão mais um capítulo na história do confronto que já tem mais de 80 anos. 

Equilíbrio é a palavra mais apropriada para definir o duelo entre as equipes do Grupo D da Copa - o chamado “grupo da morte”, apesar de contar com o tímido Costa Rica. Detentores de cinco títulos mundiais ao todo, ingleses e italianos já se enfrentaram 24 vezes na história, sendo nove vitórias da “Azzurra”, sete empates e oito triunfos britânicos. O ataque inglês marcou 30 vezes, enquanto os da Itália vazou a defesa adversária em 27 oportunidades. 


Porém, em apenas uma ocasião as seleções se encontraram em uma Copa do Mundo: foi em 1990, na Itália, quando os donos da casa levaram a melhor na disputa do 3º lugar, vencendo os ingleses por 2 a 1. A última partida envolvendo as equipes aconteceu em Berna, na Suíça, quando foi a vez dos ingleses venceram os italianos por 2 a 1, em jogo amistoso de 2012. A maior goleada história do confronto aconteceu em 1948, em Turin, na Itália, quando a seleção local arrancou 4 a 0 em  cima dos súditos da rainha. 

A velha Itália renovada 

De campeã do mundo em 2006 a eliminada na primeira fase da Copa de 2010. O fracasso no Mundial na África do Sul forçou mudanças drásticas à seleção da “Velha Bota”. A renovação começou com a escolha do técnico Cesare Prandelli para substituir Marcelo Lippi. Sob a batuta de Pradelli, a Azzurra se transformou. 

Do elenco que disputou a última Copa, restaram apenas seis: o goleiro Buffon, o meia Marchisio, os volantes Pirlo e De Rossi, o zagueiro Chiellini e o zagueiro Bonucci. Desses, somente Bonucci não deverá ser titular na estreia da seleção contra os ingleses em Manaus. O treinador italiano deu prioridade a atletas mais jovens, visando a preparação para a Copa no Brasil.


Com isso, ganharam espaço jogadores com maior chance de crescimento, como os atacantes Insigne e Immobile, de 23 e 24 anos, respectivamente - assim como o lateral-esquerdo De Sciglio e o meia Verrati, ambos de 21 anos de idade. 

Prandelli resistiu bravamente à pressão popular que pedia pela convocação de alguns veteranos, como os atacantes Luca Toni e Gilardino, além do badaladíssimo Totti, craques que talvez nunca mais joguem uma Copa. “Há uma ideia de futuro. Temos jogadores muito jovens. Estamos garantidos por mais três mundiais”, afirmou o treinador da Itália. 

A jovem Inglaterra se impõe 

O English Team também entrou na onda de renovação, muito por conta da falta de brilho dos veteranos da equipe. Dos 23 convocados pelo técnico Roy Hodgson, apenas cinco já atuaram em mundiais da FIFA - o detalhe é que nenhum deles se destacou nas Copas que disputaram. Com média de 26 anos, a Inglaterra está entre as equipes mais jovens da competição. 

A falta de experiência é fator preocupante se levado em conta que a seleção inglesa está num grupo de equipes tradicionais, como Uruguai e Itália. Do elenco que disputa o mundial, apenas Gerrard, Lampard, Rooney, Glen Johnson e Milner já participaram do torneio. Maior esperança de gols da Inglaterra, o atacante Rooney, jogou duas Copas, a da Alemanha em 2006 e da África em 2010, e não marcou um tento sequer. Apenas Gerrard teve a honra de marcar três vezes em dois Mundiais da FIFA. 


A provável equipe que entrará em campo contra os italianos no próximo sábado (14) deve ter média de 27,4 anos. Sendo que apenas Gerrard, Rooney e Glen Johnson – atletas com histórico em Mundiais - deverão estar entre os titulares. Lampard, que completa 36 anos durante a Copa, ainda briga por vaga no primeiro time. 

Da nova safra de jogadores ingleses, o meia Jack Wilshere, do Arsenal, se vê bastante motivado para jogar a Copa entre os veteranos. “Há muitos jovens, e estou muito feliz de estar aqui. Não sentimos medo algum. Essa é a maior competição do mundo. As seleções vêm para vencer, e, por isso, ninguém vai aliviar. Temos que estar prontos para isso”, destacou em entrevista recente.

Para o meia Adam Lallana, do Southampton, a disputa dos jovens pela titularidade é um fator positivo para que o técnico Roy Hodgson possa montar com uma equipe competitiva. Afinal, a Inglaterra ira enfrentar dois medalhões do futebol mundial logo nas duas primeiras partidas da Copa. ”Ainda temos alguns dias de treinos para impressionar o treinador, mas é saudável que haja competição por vagas. É tudo o que queremos. É uma boa sensação, porque todos estamos trabalhando por uma mesmo objetivo, que é a vitória” explicou o jogador, também em coletiva recente.