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Jefferson releva o caos no Botafogo: tem funcionário despejado e jogador quase passando fome

O goleiro que é um dos líderes da equipe deu detalhes da crise que assola o Alvinegro carioca. Jogadores estão com dificuldade até a pagar o próprio almoço e outros entregaram o carro

Jefferson externou toda a difícil situação que atravessa o Botafogo e os companheiros de clube.

Jefferson externou toda a difícil situação que atravessa o Botafogo e os companheiros de clube. (Reprodução/Site do Botafogo)

Em entrevista ao canal SporTV , na manhã desta sexta-feira (29), o goleiro Jefferson que disputou a Copa do Mundo e já foi convocado por Dunga para jogar pela Seleção Brasileira, revelou o drama dos atletas do Botafogo. O arqueiro deu detalhes dos problemas vividos por seus colegas de time. Tem jogador que só está se alimentando porque tem almoço e janta na sede do clube. Já são seis meses de salários atrasados.

Segundo Jefferson, a situação atual do clube é assustadora. “Se eu falar tudo vocês vão se assustar. As pessoas falam que jogador de futebol ganha muito. Você faz conta com aquilo que você ganha. Se ganha dez, faz conta com dez, se vinte, faz conta com vinte. Tem jogadores que estão indo na concentração para comer, porque tem almoço e janta. Pessoas que têm mais condições ajudam", revelou o goleiro.

A crise financeira no Glorioso (como é carinhosamente chamado pelos torcedores) não atinge apenas os atletas do clube. Segundo o camisa 1 do Botafogo, os funcionários também foram afetados. “Dependemos do psicólogo, do fisioterapeuta. Eles já não têm aquela motivação para trabalhar. Os funcionários também estão atrasados. Teve funcionário que teve de ser despejado de casa. Por isso, nós jogadores e comissão técnica tentamos tirar força para terminar esse ano dignamente e ver o que vai acontecer", explicou o goleiro.

Medidas paleativas

Jefferson citou a ajuda dos atletas mais experientes, como Emerson Sheik, que empresta dinheiro aos companheiros, assim como alguns torcedores do clube que se movimentaram para pagar os salários dos atletas até o fim do ano. Mesmo assim alguns jogadores tiveram que se desfazer de seus pertences. “Têm jogadores que já entregaram carro", revelou o arqueiro.

 A diretoria do Alvinegro não consegue arrumar dinheiro para quitar as dívidas com os jogadores e a situação está cada vez mais insustentável. “É difícil estar em um clube em que não se tem nenhuma perspectiva de que irá melhorar ou não, se vão pagar ou não. Esse é o ambiente que vivemos hoje no Botafogo. Claro que solucionaram um problema de quatro meses de imagem, agradecemos os torcedores que sesensibilizaram", ressaltou.


Mesmo amenizando parte do problema, Jefferson reforça que a medida não vai resolver a crise no clube. “Sabemos que nada se resolveu. Estamos praticamente com seis meses de salário atrasado. Vão acertar os próximos quatro meses que faltam. Estamos nos apegando para tirar o Botafogo dessa situação e ver o que vai acontecer", lamentou.

O Botafogo está com todas as receitas penhoradas na Justiça, por isso a crise financeira no time e as pendências com o elenco. O Glorioso tenta acertar dois meses de salários em carteira e outros seis de direitos de imagem. Além dessas dívidas, o clube também precisa recolher o Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviço (FGTS) dos atletas.

Começou a debandada

O lateral Lucas pediu pra sair do clube na última semana, e conseguiu aval da Justiça por causa de pagamentos atrasados. A saída do jogador deixou o ambiente ainda mais tenso e colocou a diretoria do Botafogo na berlinda mais uma vez. Por tantas promessas que não foram cumpridas, atletas e cartolas vivem um 'racha'. Não há relacionamento entre as partes.

Alternativa de renda

A diretoria do Botafogo negocia a vinda do clube para disputar três partidas na Arena da Amazônia, em Manaus, contra São Paulo, Corinthians e Flamengo. Assim como fez com o clássico com o Fluminense, pela 15ª rodada do Brasileirão, que foi levado para o estádio Mané Garrincha, em Brasília. Naquela ocasião, a renda da partida foi de mais de R$ 2 milhões, o que ajudou o time a sanar algumas dívidas.


O prazo estipulado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para mudança de local de partida termina dez dias antes da data do jogo. Caso não confirme junto aos gestores da Fundação Vila Olímpica (FVO) - que administra a Arena desde o fim da Copa - até este sábado (30), o duelo contra o São Paulo deverá ocorrer mesmo no Maracanã, como está previamente agendado no site da entidade máxima do futebol nacional.