Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

José Aldo: ‘Faço o que gosto e faço com prazer’

Em entrevista exclusiva a A CRÍTICA, campeão do UFC fala sobre a preparação para a sexta defesa do cinturão, no próximo dia 1º

'Scarface' afirma não sentir o peso da liderança: "ser campeão é um prazer"

'Scarface' diz que não sente o peso da liderança: "Ser campeão é um prazer" (Reprodução)

O amazonense campeão da categoria Pena (até 65kg) do Ultimate Fighting Championship (UFC), José Aldo Junior, fará no próximo dia 1º do mês que vem sua sexta defesa de cinturão, quando enfrentará o norte-americano Ricardo Lamas, em evento que acontece em Newark, New Jersey, nos Estados Unidos.

Cria do bairro Alvorada, Zona Oeste, Aldo, que é o número 2 no ranking peso por peso do UFC, abaixo apenas de Jon Jones, pode, em breve, buscar um novo cinturão na categoria Leve. Com 27 anos ele ostenta no currículo 23 vitórias, 14 por nocaute, duas por decisões dos árbitros, sete por decisões unânimes e apenas uma derrota. Com essa marca incrível fará mais uma vez “o seu trabalho”, que é se manter campeão no UFC 169.

Nesse evento o também brasileiro e campeão da categoria Peso-galo, (até 61kg) Renan Barão, fará sua primeira defesa de cinturão, agora como campeão de fato, uma vez que o ex-campeão linear, Dominick Cruz, se contundiu mais uma vez. Após dois anos afastado das lutas por conta das lesões, a organização resolveu nomear o amigo e parceiro de treinos de José Aldo como campeão oficial do torneio.

Entre um treino e outro, o “Scarface” bateu um papo exclusivo com a reportagem do CRAQUE e, entre os assuntos, falou sobre uma possível mudança de categoria; as derrotas de Anderson Silva para Chris Weidman, a responsabilidade de ser um dos dois únicos brasileiros detentores de cinturão no UFC; o adversário, os treinos com o havaiano e fenômeno do Ultimate - por ter sido campeão em duas categorias (leves e médios) -, BJ Penn; e uma possível vinda do evento mais popular do MMA no mundo para Manaus, ainda este ano.

Atualmente, ser ao lado do Renan Barão o único brasileiro detentor de um cinturão te pressiona?
Sinceramente, isso não tem tanta pressão. Se existe eu não sinto. Não vejo problema algum. Amo lutar. Ter umamigo como o Renan, que além de amigo é parceiro de treino, é tranquilo. Sempre que subo para lutar, faço o que gosto e faço com prazer. Então, ser campeão é um prazer.

Falando sobre a sua próxima luta. Você já deu uma analisada nos pontos fracos e fortes do Lamas?
Ele é um bom atleta. Ele é o segundo da categoria. Sei que ele luta muito bem, vem de quatro vitórias e o ponto forte dele todo mundo sabe que é a trocação e o jiu-jítsu. O que posso dizer é que já analisei tudo. Eu e minha equipe já fizemos o que tínhamos que fazer. Agora é subir lá, fazer o que sei fazer de melhor, que é lutar, e manter o cinturão em casa.

E o camp (período de preparação para as lutas), o que a sua academia traçou para este combate?
Geralmente quem monta a estratégia é o Dedé Pederneiras (técnico de Aldo). Ele é quem faz todas as análises e dessa vez não foi diferente. Mas dessa vez a dieta está muito bem montada. Dei uma melhorada na explosão, que vai ser sem dúvida o grande diferencial para essa luta.

Então o gás está em dia?
E muito (risos)... Dei uma ênfase melhor nessa reta final e foi o que de fato mudou para esta luta. O resto, o treino foi o mesmo.

Você diz que não mudou, mas o Gray Maynard passou um tempo treinando aí no Rio de Janeiro. E segundo minhas fontes, o BJ Penn ainda está com você.
(risos) O Gray sempre que precisei de alguma coisa veio aqui no Rio me ensinar. Ele é um dos grandes especialistas no wrestiling norte-americano que tem no mundo e nada melhor do que aprender com ele. E o BJ veio passar duas semanas com a gente para conhecer a academia e somar nos treinamentos. Ele é experiente e passou muita coisas para nós. Somou muito.

Muita gente fala em uma mudança sua de categoria. Pelos comentários da mídia especializada em lutas, depois dessa defesa de cinturão, você vai para a categoria dos Leves. O que tem de verdade nisso?
Eu quero fazer o meu trabalho, que é defender o cinturão. Sou feliz por ser campeão dos Penas. Se for lutar nos Leves, não importa quem é o campeão (atualmente é o norte-americano Anthony Pettis). Primeiro tenho que fazer o meu e depois, tenho o direito de desafiar o campeão de outra categoria. Quem sabe. Mas por enquanto, estou apenas preocupado em defender meu cinturão.

Para 2014, o UFC confirmou 13 eventos no Brasil e sete edições já têm sede definida. Fale para o leitor do CRAQUE: um dos seis que faltam ser definidos pode ser em Manaus com uma defesa sua de cinturão?
Primeiro eu preciso agradecer ao Secretário Municipal de Esportes, Fabrício Lima, e ao prefeito Artur Neto, que fizeram de tudo para que o evento fosse para nossa cidade. Existe a possibilidade e posso antecipar que está quase certo um evento em Manaus. Não sei se pode acontecer uma luta minha, pois quem define é o Ultimate. Mas se eles quiserem, vou na hora e muito feliz. Um sonho lutar em casa.

Depois da derrota do Anderson Silva você se mostrou mais focado, concentrado e evitando um pouco a mídia. Você aprendeu alguma coisa com a derrota do Spider?
Tirar lição é difícil. Ele vinha crescendo na luta, estava concentrado e em uma fatalidade aconteceu. Eu sempre fui focado na minha carreira e assim vai ser. Eu tento fazer o que sei que é melhor para mim, apenas isso. Mas primeiro tenho que fazer meu papel e defender meu título.

No próximo 25 de janeiro, outro amazonense, o Adriano Martins tem uma pedreira pela frente. Ele enfrenta o experiente Donald Cerrone pela categoria leve nos Estados Unidos. O que você pode dizer para ele que tem essa guerra pela frente?
Primeiramente, eu desejo uma boa sorte para ele, pois será a segunda luta dele no evento, justamente contra alguém experiente. Mas espero que ele vença, pois a categoria é difícil. O Adriano é talentoso, focado e se dedica. A luta em si será difícil, mas como amazonense, espero que ele vença.

Esportes, artes marciais, luta,combate, Artes Marciais Mistas, Mixed Martial Artes, campeonato, UltimateFighting Championship, UFC, entrevista, campeão, peso pena, Penas, José AldoJúnior, José Aldo, defesa, cinturão, Ricardo Lamas