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Colecionador resgata uniforme da Seleção Amazonense que inaugurou o Vivaldão em 70

O tempo passou e 44 anos depois do jogo, a camisa 13 veio parar nas mãos do amazonense Denir Simplício, 42, colecionador de uniformes de futebol, que tem cerca de 1400 peças em seu acervo

Denir todo orgulhoso com a camisa da seleção baré que enfrentou o Brasil no Vivaldão. Ela é a peça mais antiga de sua coleção

Denir todo orgulhoso com a camisa da seleção baré que enfrentou o Brasil no Vivaldão. Ela é a peça mais antiga de sua coleção (Euzivaldo Queiroz)

No dia 05 de Abril de 1970, o antigo estádio Vivaldo Lima foi inaugurado com dois jogos amistosos entre as seleções A e B do Brasil e do Amazonas. Os duelos contaram com jogadores conhecidos no futebol e que alguns meses depois, viriam a se tornar tricampeões do mundo, na Copa do México. Nas duas partidas, o Brasil fez 4 x 1 nos amazonenses.

Entre os craques que disputaram o jogo em Manaus, estava o lateral-esquerdo Everaldo, que jogou pelo Brasil A. Na ocasião, o jogador que fez carreira no Grêmio, trocou sua camisa com um jogador da seleção amazonense A, que utilizava o número 13 nas costas.

O tempo passou e 44 anos depois do jogo, a camisa 13 veio parar nas mãos do amazonense Denir Simplício, 42, colecionador de uniformes de futebol, que tem cerca de 1400 peças em seu acervo. Denir batalhou por mais de oito meses para convencer o antigo dono a negociar o raríssimo uniforme. Agora, o objetivo dele é outro: descobrir quem foi o jogador amazonense que vestiu a camisa 13 no jogo de inauguração do Vivaldão.

“Já procurei várias pessoas. Pesquisei com jornalista antigos, como Arnaldo Santos e outros, fui atrás dos jogadores que jogaram naquela partida. Li no livro Baú Velho, sei que houve duas substituições. Uma foi a entrada do Edson Piola. Conversei com ele na semana passada mas ele garantiu que não era o camisa 13. A outra entrada foi a do Valter Costa.

Ele mora em Iranduba e talvez seja a pessoa que tenha usado esta camisa”, observou Denir, que pretende ir até o município vizinho à Manaus para encontrar Valter e esclarecer o “mistério”.

A paixão por colecionar camisas começou sem que Denir percebesse. Inicialmente ele adquiria apenas camisas do Flamengo e do Botafogo. Com o tempo ele passou a ir atrás de camisas dos times que estavam no ranking da CBF (cerca de 500).

De 2010 pra cá, Denir passou a buscar apenas camisas de jogadores ligados à história do futebol amazonense. Em sua casa, na Compensa, ele construiu um cômodo exclusivo para guardar suas preciosidades.

Camisa estava no Sul do país

Denir descobriu a camisa da seleção amazonense A em um grupo de colecionadores na internet. Um colecionador do Rio Grande do Sul, adquiriu um lote de camisas vendidas pela família de Everaldo. E a da seleção baré estava entre elas.

A negociação, porém, foi longa. “No mês passado ele me perguntou se eu ainda queria trocar e disse que sim. Mandei três camisas do Grêmio pra ele, avaliadas em R$1.200, e ele me mandou duas. Uma da seleção e outra do Lima”, completou.