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‘Invasão’ brasileira e estrangeira a Manaus desperta paixões muito além do futebol

Essa é mais do que a Copa das Copas ou da zoeira. Essa, definitivamente, é a “Copa da Pegação”

No Largo Casal Camille Freitas e Daniel Schluyf curtindo a Copa

No Largo Casal Camille Freitas e Daniel Schluyf curtindo a Copa (Evandro Seixas)

Nas últimas semanas, o cenário de Manaus se transformou. A invasão brasileira e estrangeira despertou paixões muito além do futebol. Por toda a cidade, vê--se turistas indo e vindo em busca de futebol, e claro, à procura de muita diversão. Em clima de Carnaval, ruas foram fechadas, bares lotados e muita gente querendo mais é se divertir do que prestar atenção aos jogos. Bom para os solteiros de plantão. Essa é mais do que a Copa das Copas ou da zoeira. Essa, definitivamente, é a “Copa da Pegação”.

O casal “não-oficial” Camille Freitas, 21, e Daniel Schluyf, 22, se conheceu por meio da mãe dela, que a convidou para passear no Largo São Sebastião, área central de Manaus, para tirar fotos com os turistas e para ela treinar o inglês. “Minha mãe o viu, então eu pedi para tirar uma foto com ele. Conversa vai, conversa vem, trocamos mensagens e já estamos juntos há 2 semanas”, conta a turismóloga.

A distância geográfica é grande para esse “quase casal”. Camille mora na Guiana Francesa e Daniel na Alemanha. Ainda na fase da pegação, os pombinhos afirmam que querem manter a amizade e o contato. “Estamos juntos há duas semanas. Na primeira semana, apenas conversamos. O nosso primeiro beijo rolou no largo, depois de uma semana. Ele já conhece meus pais, é como se fosse um relacionamento sério”, diz a amazonense.

Questionada sobre o assédio feminino, Camille afirma que não se importa, pelo contrário, acha até divertido: “A competição é grande, mas eu realmente não me incomodo, acho até engraçado. Agora quem fica sem jeito é o Daniel. Ele fica todo envergonhado”.

Visitando o Brasil e Manaus pela primeira vez, o alemão Daniel Schluyf, 22, conta que iria permanecer na cidade apenas por alguns dias, mas que, após conhecer Camille, mudou seus planos. “Eu ia ficar alguns dias, mas acabei ficando mais por causa dela. Estamos nos conhecendo e tendo bons momentos juntos. Volto a Manaus no próximo ano. E agora eu tenho uma professora particular para me ensinar o português”, afirma o turismólogo.

Alguns na fase da ‘paquera’

Sentado com um grupo de amigos no Largo de São Sebastião, no Centro da cidade, o inglês Adam Clarke, 24, garante que as mulheres amazonenses são lindas e que já está interessado por uma: “Estou interessado na Ana. Talvez role hoje, amanhã, não sei, pois depende dela. Mas tomara que role ainda hoje. Estou bem interessado nela”. Já a administradora e alvo do inglês, Ana Rebouças, afirma que, mesmo não acontecendo nada entre eles, a amizade e a experiência de falar com uma pessoa de um idioma diferente permanecem.

“Conhecemo-nos agora. Eu não sei o que pode acontecer. Pode rolar, ou não. Eu realmente quero que aconteça algo entre a gente, mas se não acontecer, tudo bem. Fica a experiência de conversar com ele e claro, permanece amizade. Mas se rolar um clima, uma azaração, por que não ficar?”, diz ela.

Amor, saudade e amizade

Pela primeira vez em Manaus, o holandês Andries Huygens, 33, encontrou muito mais do que abrigo na casa de sua anfitriã, Mariana Cavalcante. “Usei o site couchsurfing.org para encontrar alguém que pudesse me hospedar durante a minha estadia na cidade. A Mariana demorou a responder, então, eu precisei ir para um hostel. Mas no dia seguinte, ela entrou em contato comigo e fui para a casa dela”.

Arrependida por ter perdido um dia com o empresário, a estudante de jornalismo Mariana Cavalcante, 26, conta que não viu a mensagem, mas que quando leu, prontamente respondeu, mas sem esperanças que ele lesse. “Vi a mensagem do Andries tarde demais. Eu realmente não imaginei que ele ia me ligar. Ele ligou no dia seguinte, na verdade me acordou com a sua ligação”, recorda a universitária.

Sempre em contato, os recém amigos começaram a se envolver cada vez mais e, quando perceberam, já estavam ficando. “O Andries é um homem maravilhoso. Fiquei encantada com as aventuras dele. Ele realmente é uma pessoa apaixonante”, diz ela.

Apesar de terem ficado juntos por poucos dias, o holandês afirma que não se arrepende de ter ficado com a estudante, e que está esperando-a na Holanda em janeiro. “Não me arrependo de ter ficado com a Mariana. Eu sinto muita saudade dela. Vim para o Brasil para ver os jogos, por isso não estou mais em Manaus, mas se eu pudesse, eu gostaria que ela se juntasse a mim em minhas aventuras. Sei que ela está mudando os planos dela para ficar comigo em janeiro, e acho isso demais. Mostrarei a minha cidade para ela e claro, matarei a saudade que sinto dela”, conta o empresário holandês.

“A Holanda nem estava nos meus planos. Mas após conhecer o Andries, eu precisei mudá-los. Eu sinto saudades dele, do seu sorriso, da sua alegria contagiante, da sua presença... por isso que incluí a Holanda no meu itinerário”, frisa Mariana.