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Jovens indígenas estão virando atletas de tiro com arco

Mesmo sem possuir a estrutura necessária e adequada para receber treinos de tiro com arco, os atletas se sentem “em casa” no local

Descoberta em uma seletiva, Graziela dos Santos largou sua comunidade em busca do sonho de se tornar uma atleta profissional. Ela quer ir ao Brasileiro de tiro com arco

Descoberta em uma seletiva, Graziela dos Santos largou sua comunidade em busca do sonho de se tornar uma atleta profissional. Ela quer ir ao Brasileiro de tiro com arco (Márcio Silva )

Longe das quadras, da pista de atletismo, piscina ou qualquer outro lugar da Vila Olímpica de Manaus, uma turma de jovens se reúne diariamente debaixo de algumas árvores, ao ar livre, longe de toda movimentação. Mesmo sem possuir a estrutura necessária e adequada para receber treinos de tiro com arco, os atletas se sentem “em casa” no local. O motivo? Boa parte dos frequentadores do local são oriundos de comunidades indígenas do Estado.

Graziela dos Santos, de apenas 18 anos, integra a seleção amazonense de tiro com arco há sete meses e deixou todo seu seio familiar na comunidade Nova Canaã/Kuanã, abaixo do Rio Cuieras, para treinar em Manaus. Tímida e dedicada, a jovem conta que foi descoberta em uma seleção de caça-talentos no ano passado. “Lá na comunidade que moramos, foi feita uma seletiva e nos trouxeram para Manaus. No começo éramos 12, mas agora ficaram apenas 8. Hoje, dividido meu tempo com os treinos e a faculdade”, disse a jovem que cursa Ciências Sociais.

Ao ser questionada de como lida com a saudade de seus familiares, ela diz que sente o coração “apertar”, mas que consegue superá-las. “Como nos ocupamos bastante treinando, acabo não lembrando tanto, mas logo que fico livre bate aquela saudade grande”, frisou a atleta.

Na base do improviso, os jovens realizam seus treinos. Graziela acredita que mesmo com toda a falta de estrutura, os resultados são positivos e espera poder ir ao seu primeiro brasileiro ainda este ano. “Conseguimos levar os treinos aqui mesmo. É o espaço que temos, então é o espaço que vamos utilizar. Estamos participando de uma seletiva mensal, que dará aos primeiros colocados uma vaga para o Brasileiro, que deve ocorrer em novembro e esse é o nosso foco agora”, ressaltou.

Superação

Depois de sofrer um acidente no Rio de Janeiro, Francisco Cordeiro, 27, descobriu um novo “dom” em si próprio e adotou como novo “lar” a instalações da Vila Olímpica. Somando inúmeras conquistas na modalidade pela categoria WST Open – atletas com necessidades especiais, ele tem treinado de forma rígida para disputar os Jogos Parapan Americanos, no ano que vem.

Francisco Cordeiro, que já foi bicampeão brasileiro nas categorias paraolímpico e indoor, bronze no Mundial, pela categoria individual e por equipe na competição que aconteceu na Holanda, em 2013, diz tem se dedicado intensamente. “Estou bastante focado para essa competição que vai ser na Argentina e dará uma vaga para o Parapan-americano do Canadá. Estou treinando diariamente. Têm dias que treino durante a manhã e a parte física no período da tarde”, destacou.

Batalhadores


Muitos jovens indígenas deixaram suas comunidades para treinar tiro com arco na Vila Olímpica de Manaus. Alguns já apresentam bons resultados em competições.

Acessórios


Praticar tiro com arco requer uma série de equipamentos e acessórios. A dedeira, por exemplo, é feita de couro e protege os dedos no momento da largada da flecha.

Proteção


Outro item essencial na modalidade é a braçadeira, que protege o antebraço do atleta e evitar que a corda atinja o antebraço após a largada da flecha.