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Mito do MMA brasileiro vive um verdadeiro drama

Ex-campeão dos médios sofre fratura grave e deve ficar pelo menos seis meses sem treinar

Anderson Silva

Anderson Silva (Reprodução/Internet)

Uma revanche cercada de glamour, um acidente de trabalho fora do script, um pesadelo denominado Chris Weidman e um grande ponto de interrogação sobre o futuro.

Essa é a configuração do drama vivido pelo super-astro do UFC, Anderson Silva, 38, que foi novamente derrotado pelo wrestler norte-americano de 29 anos, após sofrer lesão grave na perna esquerda, na madrugada deste domingo, em evento realizado no MGM Grand Garden, em Las Vegas, Nevada, EUA, na edição 168 do Ultimate.

Passada a dor e a angústia pela fratura da tíbia e fíbula da perna esquerda, o Aranha, que foi submetido à uma cirurgia e se recupera sob observação médica em um hospital de Las Vegas, vive agora um turbilhão de dúvidas sobre o que fará no futuro. Em sua conta no Twitter, o brasileiro pediu desculpas pela nova derrota para Weidman: “Brasil, sinto muito. Não queria ter desapontado vocês. Dei o meu melhor, eu juro”.

Após o ocorrido na luta principal, a Zuffa, empresa proprietária do UFC, divulgou a seguinte nota oficial: “o ex-campeão Anderson Silva foi levado para um hospital local em Las Vegas, onde ele passou por uma cirurgia para reparar uma fratura na perna esquerda. A cirurgia foi bem sucedida, realizada pelo Dr. Steven Sanders, cirurgião ortopédico do UFC, inserido uma haste intramedular na tíbia esquerda de Anderson. A fíbula quebrada foi estabilizada e não precisou de uma segunda cirurgia. Anderson permanecerá no hospital por um tempo curto, mas nenhuma cirurgia extra está prevista neste momento. O tempo de recuperação para essas lesões pode variar entre três e seis meses”, diz a nota.

O UFC, porém, não fez qualquer referência ao futuro de Anderson na organização. “Anderson está profundamente tocado pela manifestação de apoio de seus fãs e toda a comunidade do MMA. Não houve nenhuma decisão imediata sobre o seu futuro, e ele gentilmente pede privacidade neste momento enquanto lida com sua lesão e se prepara para voltar para casa para se recuperar”. Antes do combate, o próprio Anderson já admitia a aposentadoria.

A dor de um ex-campeão

Passavam alguns minutos de segundo round de uma peleja prevista para cinco. Até então, Anderson estava em desvantagem absoluta, quando aplicou um chute baixo que Weidman defendeu com o joelho.

A partir dali o que se viu foi uma imagem chocante: o maior lutador de todos os tempos do gênero MMA agonizando de dor, caído e amparado por um exército de médicos dentro do octógono, enquanto o atual dono do cinturão dos médios comemorava discretamente sua segundo vitória sobre a lenda. “Quando vi que tinha quebrado a perna dele, me senti mal. Esse cara (Anderson) ainda é o melhor de todos os tempos e merece ser abençoado por Deus”, disse o norte-americano.

Noite ruim para o Brasil

O UFC 168 não foi definitivamente um evento bom para os brasileiros. Dos quatro que estavam escalados, três perderam e apenas um se deu bem.

Além da lesão grave e da derrota de Anderson, Fabrício Morango foi finalizado no primeiro round por Jim Miller, e Diego Brandão, que já morou em Manaus, onde aprendeu a arte da luta, foi nocauteado no primeiro round por Dustin Poirier. Brandão havia sofrido um acidente de carro e não havia batido o peso da categoria pena (até 66 quilos). Lutou sem concentração e lento nas ações de combate.

O único a se dar bem foi William Patolino, que venceu por decisão unânime dos árbitros Bobby Voelker, numa batalha bastante sangrenta. O carioca dominou os três rounds num “monólogo” de pancadaria sobre o adversário.

Luta feminina empolga

A luta mais empolgante do UFC 168 foi, sem dúvida, a que confrontou Ronda Rousey e Miesha tate. Ronda venceu por finalização com chave de braço (arm-lock), no terceiro round, confirmando seu reinado entre as mulheres. A loura aplicou quedas cinematográficas sobre Miesha e dominou absolutamente o confronto no solo até fazê-la desistir.

CARD PRINCIPAL

Chris Weidman venceu Anderson Silva por nocaute técnico no 2.º round

Ronda Rousey venceu Miesha Tate por finalização no 3.º round

Travis Browne venceu Josh Barnett por nocaute no 1.º round

Jim Miller venceu Fabrício Morango por finalização no 1.º round

Dustin Poirier venceu Diego Brandão por nocaute no 1.º roundCARD PRELIMINAR

Uriah Hall venceu Chris Leben por nocaute técnico no 1.º round

Michael Johnson venceu Gleison Tibau por nocaute no 2.º round

Dennis Siver venceu Manny Gamburyan por decisão unânime

John Howard venceu Siyar Bahadurzada por decisão unânime

William Patolino venceu Bobby Voelker por decisão unânime

Robbie Peralta venceu Estevan Payan por nocaute no 3.º round

Papo

Paulo Ricardo Oliveira Repórter do CRAQUE

Caiu por terra o mito e se mostrou o homem de carne e osso que é Anderson Silva. Osso esse inclusive que quebra igualmente ao nosso.A fratura da tíbia e fíbula da perna do Aranha indica que chegou à placa “stop”. Chegou a hora de parar. Não sou especialista, mas aos 38 anos o processo de calcificação dos ossos é mais demorado. Ele passaria mais de um ano para voltar a lutar e, ainda assim, sem a auto-confiança de antes. Admitamos que é o fim da linha para o brasileiro. Só ele, seus amigos mais próximos e treinadores, além dos donos do UFC ainda não enxergaram isso. A era do Aranha já acabara na primeira derrota para Chris Weidman, que estudou a exaustão cada possibilidade aracnídea no octógono. Trata-se de um jovem talento. Até no ambiente da porradaria há que se renovar. Fica uma mancha na imagem do mito, mas Anderson podia ter parado por cima. Agora é tarde.