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Neymar é o Pelé de Dunga na nova Seleção

Deixado de fora da Copa de 2010, o craque do Barcelona agora é indispensável no time que o treinador pretende montar. O Brasil enfrenta a Colômbia daqui a um mês em amistoso


Dunga comparou Neymar a Pelé e fará a Seleção jogar em função do jogador.

Dunga comparou Neymar a Pelé e fará a Seleção jogar em função do jogador. (Divulgação/CBF)

Nada como o passar do tempo para que as opiniões mudem. E de preterido, Neymar passou a ser fundamental para que a Seleção Brasileira se reerga após o vexame na Copa do Mundo. É assim que pensa o novo comandante do time verde-amarelo. Em entrevista cedida ao Correio Braziliense na manhã desta segunda-feira (4), o capitão do tetra comparou o ex-santista ao maior jogador de todos os tempos: Pelé.

Restando apenas um mês para sua reestreia a frente do time canarinho, Dunga foi enfático ao afirmar que Neymar deverá ser o ponto de desequilíbrio a favor da Seleção. “Se todos nós achamos que o Neymar é o nosso melhor, ele tem que jogar na posição dele. Os outros é que têm de se adaptar. Se eu tirar o Pelé da posição dele, aí o Pelé não vai jogar tão bem. Então, o Pelé tem que jogar na posição do Pelé. Os demais que precisam se adaptar", disse.


Mesmo com os pedidos da imprensa esportiva e o clamor da população, o treinador preferiu deixar Neymar de fora da lista dos jogadores que disputaram a Copa da África, em 2010. E após o fracasso de seu antecessor, Felipão, no Mundial, chegou a afirmar que a Seleção era muito dependente do craque do Barcelona.

Ganso na mira

Outro jogador esquecido por Dunga para o Mundial de 2010, o meia Paulo Henrique Ganso, hoje no São Paulo, também pode ter uma chance com o treinador. O jogador fazia dupla com Neymar no Santos e era visto como o futuro craque no meio de campo da Seleção. Porém, não foi convocado pelo treinador por conta da falta de experiência do atleta.


“Depende somente dele. Se ele jogou no Santos com qualidade no início da carreira é porque tem esse potencial. Cabe a ele reviver isso. Ele tem que se convocar. Depende do desempenho dele, da sequência de jogos e do trabalho coletivo no time dele", avaliou o técnico.

Nada de cartilha

Desde que assumiu o cargo na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o treinador tem repetido constantemente as palavras “competitividade” e “comprometimento”. Conhecido por ser disciplinador tanto quanto Luiz Felipe Scolari, Dunga afirmou que não implantará uma “cartilha” para seus comandados.

“Isso não é regra, não é cartilha, é uma questão de boa conduta. O patrocinador paga, aí, na hora do gol, o cara levanta uma camisa. O cara pagou o ano todo para aparecer em uma hora boa e não aparece. Os jogadores passam, mas a instituição continua. Punir atraso não é rigidez. Um funcionário público ou privado não pode chegar atrasado. São regras de boa convivência. Tudo vai ter horário.", disse Dunga.

Estrear com vitória

 O treinador fará sua primeira convocação na nova fase à frente da Seleção Canarinho no dia 19 de agosto. O Brasil terá dois amistosos pela frente no mês de setembro, e Dunga quer recomeçar com vitórias. "Sem vencer, tu não vives no futebol. No Brasil, amistoso não vale nada até você perder. Ai, começa a contar. Eu perdi para a Venezuela, e o mundo quase caiu na minha cabeça.", comentou o técnico.

Dunga fará sua reestreia no comenado da Seleção no dia 5 de setembro contra a Colômbia, em Miami. No dia 9 do mesmo mês, o adversário será o Equador, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.