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Técnico Aderbal Lana fala em entrevista sobre desafios da vida em 2014

Aos 67 anos, o técnico tem como meta superar um dos maiores desafios de sua vida: levar o Fast Clube ao título de campeão amazonense

Aderbal Lana aos 67 anos é técnico do Fast Clube e tem o desafio de ganhar o campeonato amazonense de 2014 pelo time

Aderbal Lana aos 67 anos é técnico do Fast Clube e tem o desafio de ganhar o campeonato amazonense de 2014 pelo time (Antônio Lima)

Considerado o treinador mais vitorioso da história do futebol profissional do Amazonas, onde conquistou nada menos que sete títulos de campeão Estadual e três Copas Norte, Aderbal Domingos Lana, 67 anos, tem como meta em 2014 superar um dos maiores desafios de sua carreira: levar o Fast Clube ao título de campeão amazonense quebrando um tabu de 42 anos. Depois de “bater na trave”, duas vezes em 2006 e 2007 quando ficou com o vice-campeonato no Estadual, Lana disse que agora sabe como ir mais longe.

Com o objetivo de trabalhar com um plantel de 25 jogadores, o experiente treinador com fama de ranzinza porque sempre falou o que pensa, está buscando o equilíbrio no elenco fastiano e vai contar com a experiência dos jogadores Carlinhos Bala, Rosembrick e Vidinha, acostumados a vencer competições importantes. Confira a entrevista do CRAQUE, na íntegra, com o treinador Aderbal Lana.

O Fast está contratando jogadores de peso e experientes como Carlinhos Bala, Rosembrick, Vidinha e Roberto Dinamite. A meta é formar um time competitivo: vem mais reforços por ai?

Já equilibramos o plantel e temos 20 jogadores contratados. Devemos contratar o elenco com mais quatro atletas locais e mais um reforço de peso que deve ser contratado nos próximos dias. É um volante jovem de 26 anos que já jogou no Atlético Mineiro, Corinthians, Boa Esporte e atualmente estava atuando no futebol da Bahia. Não posso divulgar o nome para não atrapalhar as negociações. O Fast vem forte e vai brigar pelo título.

A exemplo do Fast, as equipes do Princesa do Solimões, Nacional e Penarol, entre outras, estão se reforçando. O senhor acredita que em 2014 o Campeonato Amazonense será um dos mais disputados da história?

A cada ano o nosso futebol vem melhorando o seu nível técnico apesar da falta de campos. Será uma competição muito difícil. Todo mundo está se estruturando e as equipes querem fazer a final na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. O Fast está tendo uma grande postura com o mini-estádio da Ulbra, que será o nosso campo no Estadual. Também vamos fazer uma pré-temporada de cinco dias a partir do dia 13 de janeiro no Município de Manaquiri, onde devemos fazer um amistoso contra a seleção local.

A principal meta é o título de campeão amazonense em 2014 para quebrar o incômodo jejum de 42 anos, além de garantir calendário para todo o ano de 2015...

Temos que procurar ser campeões estaduais para termos calendário em 2015. Toda vez que assumimos uma equipe é um novo desafio, todos querem ser campeões, estamos trabalhando pra isso. Não vou dizer que esse será  o maior desafio da minha carreira. No Fast a cobrança vai ser maior da torcida por causa da longa espera de títulos, mas esse ano acredito que vamos chegar lá. Parei pra pensar que duas vezes (2006 e 2007) o Fast bateu na trave e ficou com o vice-campeonato nas decisões contra o São Raimundo e Nacional, com os mesmos jogadores. Agora temos um preparador de goleiro específico e jogadores experientes acostumados a decisões e conquistar títulos.

O que o senhor está achando da estrutura que o clube está lhe oferecendo, inclusive com um mini-estádio?

O Fast sempre deu boas condições à comissão técnica para fazer um bom trabalho. Aqui temos uma boa alimentação, estrutura para treinamento, material esportivo... A diretoria do clube sempre ofereceu uma boa estrutura para o treinador.

Na sua avaliação o Fast pode ser considerado o favorito para conquistar o título de 2014?

Na minha avaliação temos três equipes favoritas que podem brigar pelo título que são o Fast, Nacional e o Princesa do Solimões - que manteve  a base do time campeão. O Nacional é uma incógnita e pode fazer um bom trabalho se ninguém se meter para escalar o time. O Penarol está começando um trabalho dando chance aos garotos das categorias de base é um trabalho a longo prazo. E o São Raimundo ainda não tem nada em termos de divulgação e contratações. Será uma competição difícil e equilibrada.

Este ano o senhor levou o Nacional bem longe na Copa do Brasil na quarta fase, que foi inédito. Mas bastaram alguns maus resultados no Brasileirão para causar a sua demissão. Saiu com mágoas de alguém do Naça?

Não tenho mágoas de ninguém. Futebol é momento e isso faz parte da cultura do futebol brasileiro; se a equipe não vai bem, sobra para o treinador. Perdi três jogos, mas com certeza tive mais vitórias que derrotas e um excelente aproveitamento no geral.

Quantos títulos conquistou na sua carreira?

Foram quatro títulos no futebol mato-grossense e sete títulos estaduais no Amazonas e três vezes campeão da Copa Norte. Agora estou em busca do meu oitavo título Estadual, dessa vez pelo Fast Clube.

Onde o senhor começou a sua carreira como treinador profissional?

Comecei no Itumbiara (GO) em 1977 e depois tive uma passagem pelo Mixto em 1981, Operário (MS), Al Raydt e Al Najma (Arábia Saudita), Fortaleza, Nacional, Rio Negro, São Raimundo. (AM), Princesa do Solimões, Sul América, Penarol, Fast Clube e por aí vai.