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A cem dias para a Copa, Brasil enfrenta dificuldades

Falta, por exemplo, concluir três dos 12 estádios que receberão partidas - considerando-se que a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, aqui em Manaus, será inaugurada no próximo domingo (9)

Os problemas ultrapassam os limites do campo. Em vários aeroportos as intervenções não ficarão prontas até junho

Os problemas ultrapassam os limites do campo. Em vários aeroportos as intervenções não ficarão prontas até junho (Arquivo AC)

Em 30 de outubro de 2007, quando o Brasil foi oficialmente designado sede da 20ª Copa do Mundo, em um evento cheio de pompa e autoridades na sede da Fifa em Zurique, na Suíça - a delegação brasileira era chefiada pelo então presidente Lula e pelo então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira -, parecia haver tempo suficiente para preparar a competição, dentro e fora do campo. Quase sete anos se passaram e, a exatos 100 dias de Brasil e Croácia abrirem a competição no estádio Itaquerão, a Arena Corinthians, em São Paulo, o País vive uma corrida contra o tempo. Há muito o que fazer até o início do Mundial. Nesta reta final da preparação, ainda há muito trabalho pela frente para que o Brasil, de fato, realize a “Copa das Copas” como vem pregando a presidente Dilma Rousseff.

Falta, por exemplo, concluir três dos 12 estádios que receberão partidas - considerando-se que a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, aqui em Manaus, será inaugurada neste domingo (entre Nacional e Clube do Remo, pela Copa Verde) - entre eles o palco de abertura, o Itaquerão. Com o cronograma comprometido por um acidente em novembro passado que teve como pior consequência duas mortes de operários, vai ser entregue apenas em 15 de abril - ou 15 de maio, como disse o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

Extra-campo

Os problemas ultrapassam os limites do campo. Em vários aeroportos as intervenções não ficarão prontas até junho. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, inclusive, já se contenta com a entrega de “boa parte” das obras. O mesmo ocorre com a mobilidade urbana, com apenas meia dúzia dos 41 projetos finalizados. Muita coisa deverá ser concluída em cima da hora; mas parte significativa ficará para o pós-Copa. A estrutura de telecomunicações também preocupa.

Os atraso pode comprometer a qualidade de alguns sistemas e equipamentos que serão instalados. Segundo especialistas da área, por exemplo, são necessários 120 dias para instalar toda a infraestrutura de telecomunicações (antenas, cabos, roteadores e vários outros itens). Até agora, nenhum dos 12 estádios teve o sistema instalado.

Há obras complexas por fazer, mas até intervenções simples estão atrasados. É o caso das obras no entorno do Beira-Rio, em Porto Alegre. Basicamente, é preciso fazer a pavimentação das vias, pequenas, mas ainda não foi feita sequer a licitação - o primeiro edital não teve interessados. Com isso, há o risco de a obra acabar durante a Copa (o prazo de execução é de quatro meses). Há situações em que a obra prometida será entregue parcialmente. O principal exemplo é o do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso, projetado, entre outros argumentos, para atender a Arena Pantanal. Até a Copa, porém, só estarão concluídos 5,7 km dos 23 km do percurso.

Eles existem aspectos positivos

Há fatores positivos a 100 dias da Copa. A Seleção Brasileira mostra-se competitiva, os estádios que já estão em operação são modernos e confortáveis e a procura por ingressos é a maior da história dos Mundiais.Fotos: Reprodução e Bruno KellySímbolos Acima, camisa da Seleção Brasileira, que vive bom momento e que dá esperanças para o torcedor; ao lado, a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, que inaugura no próximo domingo com Naça x Remo.