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No especial 'Craques da Copa', confira o perfil de Romário

Apesar dos 1,69m de altura, muitas vezes era ele quem subia mais alto e, como manda a cartilha do futebol, cabeceava, de testa e para baixo, na direção do gol

No especial 'Craques da Copa', confira o perfil de Romário

No especial 'Craques da Copa', confira o perfil de Romário (Arte:Romahs)

Romário sempre fora um gênio indomável. Temperamental, provocador e marrento, ele nunca teve papas na língua. Mas o desprendimento e a abusada personalidade do Baixinho - que já mandou até o Rei do Futebol, Pelé, calar a boca, quando este opinou sobre a aposentadoria do camisa 11 –, também mostrou reflexos dentro das quatro linhas do campo.

Decretando-se dono da grande área, estabeleceu completo domínio daquela parte do campo. Constam em seus mais de mil gols, tentos marcados com estilo, com garra, oportunismo ou genialidade. Apesar dos 1,69m de altura, muitas vezes era ele quem subia mais alto e, como manda a cartilha do futebol, cabeceava, de testa e para baixo, na direção do gol.

Em 1994, o terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira e um dos melhores atacantes da história do futebol conduziu, com inquestionável protagonismo, o Brasil ao posto mais alto do futebol mundial, vencendo a Copa do Mundo dos Estados Unidos após 24 anos de jejum canarinho. Fez cinco gols e foi escolhido o melhor jogador da competição.

Pela personalidade ácida (hoje, como deputado federal/PSB-RJ, é um dos maiores críticos da Fifa), Romário comprou muitas brigas e fez inimizades no mundo do futebol. Por isso, nunca foi consenso entre dirigentes, atletas e comissão técnica na Seleção para as Copas do Mundo em que tinhas condições de representar o Brasil.

O caso mais polêmico foi em 2002, quando uma verdadeira comoção nacional pedia pelo nome do baixinho entre os 23 selecionados por Luis Felipe Scolari para disputar o Mundial da Ásia. Irredutível e teimoso, Felipão bateu o pé e não levou camisa 11 para a Copa, indiferente aos apelos do País e até da mídia esportiva.

O jornalista Juca Kfouri, a exemplo, disse que nem a vitória de Felipão no Mundial de 2002 o isenta do “erro” de não ter levado o baixinho. “Com ele teria sido mais fácil”, disse o irresignado jornalista em sua coluna no jornal “Folha de S. Paulo” há algumas semanas.

Na Copa de 1998, a história foi diferente. Com uma lesão na panturrilha, o atacante foi cortado já na França e o Brasil acabou perdendo a final para o país anfitrião. A pergunta que fica é: teria sido diferente se Romário jogasse na França? Nunca saberemos!

O que sabemos é que, até na Copa de 1994, em que o então atacante do Barcelona conquistava a Europa com seu futebol inteligente e eficaz, Romário corria o risco de não ir para a Copa, já que não vinha sendo convocado por Parreira nos últimos jogos das Eliminatórias Sul-Americanas.

Na reta final da luta pela vaga brasileira no Mundial, o técnico foi “obrigado” a chamar o baixinho com o maior faro de gol daqueles tempos.

Antes do jogo, Romário avisara que faria uma partida antológica e levaria o Brasil para a Copa. Resultado: fez dois gols e garantiu o carimbo no passaporte brasileiro rumo aos Estados Unidos, de onde voltou com o título de campeão e o status de número um do mundo.

Histórico e clubesNatural do Rio de Janeiro, Romário começou a jogar no time fundado por seu pai, Edevair Faria. Tido como promessa do futebol no início dos anos 80, foi revelado pelo técnico Antônio Lopes no Vasco da Gama, time do qual se tornou grande ídolo. Também jogou pelo PSV, da Holanda, onde conquistou três campeonatos nacionais (1988-89, 1990-91 e 1991-92).

Mais tarde, já no Barcelona, já ascendia como grande astro do clube catalão, tornado-se até hoje um ídolo respeitado pelos torcedores do Barça.

De volta ao Brasil, jogou por Vasco, Flamengo e Fluminense. Antes de se aposentar, ainda jogou uma partida pelo seu time de coração, o América, mesmo clube de seu pai.


Perfil

Romário de Souza Faria, o Baixinho
Idade: 48 anos
Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
Altura:1,69m
Outros apelidos: Baixinho, Gênio da Grande Área, O Rei do Gol, Reimário
Atualmente deputado federal pelo PSB-RJ e pré-candidato ao Senado Federal
Clubes : Vasco da Gama, PSV, Barcelona, Vasco, Flamengo, Fluminense, Valencia, Al-Saad, Miami FC, Adelaide United, America
Títulos pela Seleção: Copa América de 1989, Copa América de 1997, Copa do Mundo de 1994, Copa das Confederações de 1997.