Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Em Manaus, ex-jogador da seleção dos EUA relembra jogo contra o Brasil na Copa de 94

O ex-jogador da seleção norte-americano de futebol Cobi Jones comentou o emblemático jogo entre Brasil e Estados Unidos no Dia da Independência Americana

Jogador evocou partida histórica da Copa de 90

Jogador evocou partida histórica da Copa de 90 (Evandro Seixas)

Em visita a Manaus a convite da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o ex-jogador da seleção norte-americano de futebol Cobi Jones comentou o emblemático jogo entre Brasil e Estados Unidos no Dia da Independência Americana, 4 de julho de 1994, quando a seleção que seria tetracampeã mundial venceu os donos da casa pelo espremido placar de 1 a 0.

Questionado sobre o que o jogo representava na sua carreira, o ex-atleta, que participou de três Copas do Mundo pela seleção de seu país, não hesitou. “Acima de tudo, aquele jogo representa a maioridade dos Estados Unidos no futebol mundial”, disse ele, que também diz ter lembranças pessoais muito vivas na memória.

“Eu era muito jovem, era minha primeira Copa e minha estreia contra o Brasil. Lembro de caminhar para a partida e ver os jogadores brasileiros de mãos dadas, mostrando aquela união. Foi quando eu olhei pro lado e os dois jogadores que estavam mais perto de mim eram justamente Romário e Bebeto”, disse o jogador, como se revivesse o momento.

Durante a visita à cidade, Cobi Jones conheceu a Arena da Amazônia Vivaldo Lima, palco da partida entre Estados Unidos e Portugal, no dia 22 de junho, participou de uma clínica de futebol no Centro Cultural Magdalena Daou e, mais tarde, palestrou para alunos do instituto Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu) sobre as lições de vida que o futebol – e os esportes em geral – podem ensinar.

“Você tem todos os aspectos da vida no futebol: trabalho de equipe, liderança, como perder e ganhar com elegância, como trabalhar com pessoas que às vezes você não gosta e mesmo assim conseguir fazer as coisas. Isso acontece na vida também e para os jovens é muito bom aprender isso, na vida pessoal ou profissional”, disse o atual consultor esportivo do Los Angeles Galaxy, que também participa de projetos sociais ligados ao esporte nos Estados Unidos e no mundo.

EUA evoluiu no futebol

Em conversa com a reportagem do CRAQUE, o ex-jogador comentou também a evolução do futebol dos Estados Unidos ao longo dos últimos 20 anos.

“Antes o técnico americano tinha 25 jogadores para chamar, hoje tem de 50 a 60 atletas de qualidade para convocar. O esporte tem crescido muito e hoje nos EUA todos sabem o que é o futebol”, finalizou.

Cobi comenta racismo no futebol

Durante a semana passada, repercutiu no mundo inteiro a reação do brasileiro Daniel Alves, do Barcelona, a uma provocação racista durante partida do Campeonato Espanhol, em que comeu uma banana atirada ao campo por um torcedor.

No domingo, também no Espanhol, o jogador Pep Diop, do Levante, dançou imitando um macaco após ser xingado pela torcida do Atlético de Madrid. De origem afroamericana, Cobi Jones revelou que já sofreu com manifestações racistas de torcedores e que mesmo desse tipo de atitude se pode tirar algumas lições. “Eu já vivenciei o racismo. Já jogaram coisas em mim, gritaram... é triste! Hoje isso não me afeta, eu consigo ‘tirar de letra’, porque uma coisa que você também adquire no esporte é a autoconfiança. São coisas que os jogadores sabem e que gostaria que as crianças também soubessem e é uma coisa que eu vou tentar ensinar”, diz ele.