Conhecida nacionalmente como “Raquetinha”, a mesatenista amazonense Amanda Silva Marques, de 20 anos, inicia no mês de março a longa trajetória rumo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. O primeiro desafio é a disputa da 1ª etapa da Copa Brasil Centro Norte Nordeste, em Brasília, de 7 a 10 de março. A jovem trabalha intensamente a parte física, técnica e psicológica no Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (CTARA).
“Esse preparação toda é para eu vencer as adversárias de São Paulo, que são as mais fortes do País, nas competições deste ano. Outro objetivo é voltar à seleção brasileira adulta e disputar a Olimpíada de 2016”, disse a amazonense.
Amanda treina de manhã e à tarde no CT da Vila Olímpica de Manaus, sob orientação do técnico Israel Barreto. Se não bastasse, ainda pega pesado durante uma hora na academia e corre mais meia hora. Uma prova diária de fôlego, resistência e perseverança.
Drama na vida acadêmica
Embora tenha um currículo repleto de títulos, Amanda Marques vive um drama na vida pessoal. Com o apoio somente do Governo, a atleta não sabe como vai volta para a faculdade de Educação Física.
“Infelizmente, a bolsa que eu tinha na faculdade foi cancelada no final do ano passado e ainda não sei como vai ser minha vida acadêmica este ano”, revela Raquetinha, que está no quarto período e ainda possui esperança de fechar uma parceria com uma instituição privada de ensino superior.
À procura de novos parceiros
Ex-número 1 do ranking juventude da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Amanda Marques afirma que também está na luta para se credenciar no programa Bolsa-Atleta da Prefeitura de Manaus.
“No esporte de alto rendimento, é preciso o apoio do máximo de parceiros públicos e privados. Por enquanto, só o Governo do Amazonas está me ajudando, mas estou correndo atrás do Bolsa-Atleta da Prefeitura também”, ressalta Raquetinha.
Segundo a mãe da atleta, a aposentada Rosana Silva, 49, o investimento mensal em materiais esportivos gira em torno de R$ 2 mil. Sem falar nos custos com hospedagem e alimentação durante as competições oficiais, que neste caso significam aproximadamente R$ 20 mil por temporada.
“É um custo que a família já não consegue mais absorver, por isso precisamos de mais apoio para ela continuar representando o Amazonas lá fora”, explica dona Rosana.