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Presidente de clube da Ucrânia faz ameaça a jogadores brasileiros

Com a queda do avião da Malaysia Airlines, os atletas que pertencem ao Shakhtar Donetsk estão com receio de retornar ao país. Mandatário do time ucraniano insiste que não há nada a temer

Alex Teixeira é um dos "desertores" da equipe ucraniana.

Alex Teixeira é um dos "desertores" da equipe ucraniana. (Divulgação/site Shakhtar)

Presidente do tradicional clube ucraniano Shakhtar Donetsk, onde atuam os jogadores Alex Teixeira, Fred, Dentinho, Douglas Costa e Ismaily, Rinat Akhmetov usou tom ameaçador para tentar trazer de volta os atletas que não retornaram ao país após um amistoso realizado na França. Com a morte das 298 pessoas do voo MH17 da Malaysia Airlines, os brasileiros não se sentem mais seguros em atuar no leste europeu.

Por meio de nota no site oficial do clube Shakhtar Donetsk, o cartola convocou os “desertores”. "Não descarto que estes jogadores retornem à equipe rapidamente, alguns deles já amanhã mesmo (terça-feira, dia 22). Os jogadores têm contratos que são obrigados a cumprir. Se eles não voltarem, serão os primeiros a sofrer as consequências”, ameaçou o mandatário do clube.

"Cada um deles tem uma cláusula de rescisão de dezenas de milhões de euros. E se alguém quiser reduzir esse montante em um milhão que seja, então, estaremos no nosso direito de decidir como acharmos mais conveniente conforme a situação.", seguiu ameaçando Akhmetov.


Os cinco jogadores recusaram-se a voltar a Donetsk após a derrota por 4 a 1 para o Lyon no último sábado (19), em amistoso de pré-temporada disputado na cidade de Annecy. O presidente do clube ucraniano, mesmo sem explicar como, disse que o Shakhtar garante a segurança dos jogadores.

"Espero que o bom senso e o coração vençam o mal-entendido e os jogadores não sigam pelo caminho da tentação e do temor. Especialmente porque não há nada para temer. Estamos prontos para garantir a segurança. Não vamos correr riscos e de modo algum vamos levar os jogadores para onde seja perigoso. Nós queríamos muito jogar em Donetsk, mas, infelizmente, atualmente isso não é possível", afirmou Akhmetov.

Assim como o quinteto brasileiro do Shakthar, o argentino Sebastian Blanco, do Metalist Kharkiv, recusou-se a voltar ao país europeu, que vive confrontos incessantes por conta de questões políticas-separatistas. 


"Depois da queda do avião da Malaysian, eu não tenho intenção de voltar à Ucrânia. A situação atual é anormal, e eu decidi ficar em Buenos Aires", afirmou o meio-campista argentino de 26 anos.

A Federação Ucraniana de Futebol (FFU, na sigla em inglês), ao menos por enquanto, mantém o início do campeonato nacional para o dia 25 de julho. Porém, já mudou o local da primeira partida, de Donetsk para Lviv, cidade a oeste do país.