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Princesa itinerante tenta mandar seus jogos na Colina, em Manaus

Restando menos de 20 dias para a estreia no Brasileirão da série D, a equipe de Manacapuru faz verdadeira peregrinação e sofre prejuízos para manter o elenco em forma para a disputa da principal competição do ano

A eliminação da Copa Verde não tirou a motivação da torcida que acompanha o time a Manaus

A eliminação da Copa Verde não tirou a motivação da torcida que acompanha o time a Manaus (Márcio Silva)

O Princesa do Solimões, time de Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus), sofre para conseguir campos de treinamento e deixar a equipe pronta para a disputa do Campeonato Brasileiro da série D. A diretoria clube tenta acordo junto ao governo do Estado para a liberação do estádio Ismael Benigno – a Colina, e assim mandar seus jogos na capital.

“Estamos passando um sufoco!”, foi dessa maneira que o diretor do Tubarão, Rafael Maddy, resumiu a situação do time, em relação à falta de local de treinos. De acordo com o dirigente da equipe de Manacapuru, já foi gasto mais de R$ 15 mil somente em logística para manter a forma física da equipe que estreia dia 20 de julho, no estádio Zerão, em Macapá, contra o Santos local, pela quarta divisão nacional.

Com a reforma do estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, prometido para ser entregue no dia 24 de junho passado. O time do técnico Charles Guerreiro tem recorrido a campos improvisados e se deslocado para outros municípios próximos, a fim de aprontar o time para a principal competição do ano.

“Estamos gastando um absurdo com transporte dos jogadores. Se estivéssemos com o Gilbertão, a nossa casa, os gastos seriam bem menores. Agora nós vivemos perambulando de um lugar pro outro pra treinar”, reclamou Maddy.

O diretor confirmou ainda, que já teve de levar a equipe para treinar em Novo Airão, Manaquiri, Manaus e em campos improvisados ao longo da rodovia Manoel Urbano, em Manacapuru. O cronograma de treinamento muda de acordo com local de trabalho. Pela manhã, o time treina em academia ou campo de areia, até conseguir um gramado para treino com bola.

Porém, mesmo com as dificuldades, o dirigente foi firme em afirmar que o time vem forte e fará uma ótima série D.“Vamos continuar lutando para fazer um ótimo campeonato. Brigamos muito para chegar aonde chegamos. A falta de local pra treinar não é desculpa. Pode ter certeza que vamos lutar e representar bem o Amazonas na competição”, concluiu.  

Reforços do Tubarão

Além dos oito reforços já confirmados pela diretoria do Princesa: Somália (atacante), Bruno e Paulão (zagueiros), Paulo Wanzeler (goleiro), Lourinho (meia), Geovane e Helbert (laterais), o dirigente Rafael Maddy, ainda aguarda pela chegada de mais atletas até o início da Série D.


Um dos que são aguardados é o lateral-direito Magno, de 28 anos, que atua pelo Paragominas-PA. O atleta é esperado ainda essa semana para compor o elenco da equipe. “Estamos com problemas para marcar a data na viagem do jogador, mas isso deve ser resolvido logo”, afirmou Maddy.

Colina – a nova casa do Princesa

Como não pode atuar na sua casa, o estádio Gilbertão, em Manacapuru, por conta da reforma. O Tubarão tenta um acordo com o governador José Melo, para a liberação do recém-reformado estádio Ismael Benigno, a Colina.

O local que foi, praticamente, reconstruído por exigência da Fifa, em virtude da Copa do Mundo em Manaus serviria de Centro Oficial de Treinamentos (COT). Mas foi preterido por todas as seleções que por aqui passaram. Apenas dois atletas da Seleção da Inglaterra se aventuraram a treinar no local.


Com obra orçada em R$ 24 milhões, a Colina poderá ser a solução para a falta de local de treinos da equipe manacapuruense. Assim, como também servirá para o Princesa do Solimões mandar suas partidas na série D. “Entramos em contato com o pessoal do governo e estamos aguardando uma resposta. Mas acho que só deve vir depois do fim da Copa”, explicou Maddy.

Os condenados

Questionado sobre os jogadores julgados e punidos no triste episódio da final do Barezão de 2014, o diretor do Tubarão foi tranquilo. “Todos os jogadores que foram punidos no julgamento estão treinando normalmente. Mesmo porque, eles têm um contrato e tem de cumpri-lo", explicou o dirigente.


Maddy informou que o clube ainda não foi notificado oficialmente pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) sobre o caso. “Quando formos notificados (pelo tribunal), vamos entrar com um recurso. Nosso departamento jurídico vai tomar as providências que forem necessárias. Mas nem fomos notificados ainda, nem podemos entrar com recurso”, informou o diretor.

Os atletas da equipe de Manacapuru: Nando, Fininho, Branco, Deurick, Edinho Canutama e Marinelson, foram enquadrados nos artigos 243 e 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), e receberam multa e punição. Sendo que, o atacante Nando foi o que recebeu maior gancho: 20 jogos de suspensão.