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Procurador do MPE garante investigação sobre exploração sexual de menores no futebol amazonense

Após reportagem de A CRÍTICA, Francisco Cruz avisou que denúncias serão minuciosamente investigadas

Utilidade: chefe do MPE diz que reportagem prestou um grande serviço

Utilidade: chefe do MPE diz que reportagem prestou um grande serviço (Luiz Vasconcelos)

Com base na reportagem especial de A CRÍTICA sobre assédio e exploração sexual de menores nas categorias de base do futebol local, publicada neste domingo (12), o Ministério Público Estadual (MPE) vai levar a cabo investigação minuciosa para punir possíveis culpados na tentativa de coibir a prática.

Quem garante é o procurador-geral de Justiça do Amazonas, Francisco Cruz, 55, chefe do MPE. “Eu li a matéria e achei que o jornal prestou um grande serviço à sociedade ao retratar esse fato. A publicação servirá como ponto de partida para um processo de investigação minucioso para chegarmos a esses criminosos e processá-los judicialmente”.

A investigação, segundo ele, acontecerá em parceira com órgãos e entidades de defesa da infância e da adolescência, além, é claro, da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude (MPE) e da Delegacia Especializada na Proteção à Criança (DPCA).

Cruz destaca, também, a importância da ajuda dos pais ou responsáveis tanto na prevenção das investidas dos criminosos quanto na coragem para denunciá-los à Justiça.

A idéia do procurador é juntar primeiramente as comprovações necessárias (diálogos, acusações formais, denúncias) para depois fazer as oitivas (ouvir e confrontar as versões de acusadores e acusados) com os envolvidos até a comprovação e punição via processo judicial.

“É dever do Ministério Público adotar a medidas legais para investigar, comprovar o crime e punir esses marginais. Temos que proteger nossas crianças e adolescentes do assédio, da exploração, do abuso sexual”, reforçou Cruz, afirmando que a partir de hoje começa a encaminhar no MPE o esquema de apuração. “Iniciaremos já a investigação”.

Repercussão positiva
A matéria-denúncia sobre assédio de treinadores e auxiliares sobre garotos do futebol de base (sub-13, sub-15 e sub-17) que consumiu as oito páginas da edição de domingo do caderno CRAQUE causou grande repercussão, seja em nível de bate-papo informal seja nas redes sociais. Inúmeras mensagens de apoio ao conteúdo reportado comprovaram que o tema não apenas agradou ao leitor, mas também causou bastante indignação.

A matéria fez um raio-x do esquema de assédio, com entrevistas das vítimas, a confirmação da existência do crime por parte de autoridades do futebol local, bem como trechos de diálogos na rede social entre vítimas e assediadores.

A publicação trouxe, ainda, números atuais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de crimes contra menores.