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Procuradores do Trabalho pedem a interdição das obras do CT do Coroado, em Manaus

MPT fiscalizou nessa semana o canteiro de obras do Centro de Treinamento, que está sendo finalizado para receber as seleções de futebol que jogarão a Copa em Manaus

Falta de proteção para o trabalho em altura foi apontada durante fiscalização

Falta de proteção para o trabalho em altura foi apontada durante fiscalização (Divulgação/MPT)

Depois de realizar uma série de fiscalizações em obras relacionadas à Copa do Mundo Fifa em Manaus, o Ministério Público do Trabalho da 11.a Região resolveu pedir na Justiça do Trabalho a suspensão das obras do Centro de Treinamento (CT) do Coroado, Zona Leste. O pedido foi protocolado na tarde deste sábado (18) por meio de uma ação cautelar com pedido de liminar, em face da Construtora J. Nasser Engenharia LTDA, responsáveis pelas obras do CT que irá abrigar os treinos das seleções que jogarão o mundial em Manaus.

O pedido de interdição foi motivado pelas irregularidades trabalhistas encontradas durante fiscalização realizada no canteiro de obras do CT, na quinta-feira (16), pelos procuradores do Trabalho Jorsinei Dourado do Nascimento, Mria Nely Bezerra de Souza e Renan Bernardi Kalil.

Segundo a ação cautelar do MPT, as condições de trabalho no canteiro de obras do CT do Coroado não observaram as normas de segurança do trabalho, sendo detectadas diversas irregularidades consideradas de grave e iminente risco à vida dos operários.

Entre elas, o fato da empresa não possuir documentos que informem sobre o risco ambiental da obra executada, a ausência de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), além da falta de proteção dos trabalhadores em relação ao trabalho em altura e instalações elétricas inadequadas. 

No documento, o MPT considera as irregularidades apontadas como "situações de grave e iminente risco ao trabalhador, como choque elétrico, risco de queda e ausência de previsão dos riscos ambientais do trabalho". As multas diárias para o não cumprimento de cada infração giram em torno de R$ 30 mil. A empresa J. Nasser deverá apresentar todos os documentos em audiência que será marcada para esta semana.