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Psicóloga da Seleção confirma problemas emocionais mesmo antes da Copa

Pelo menos dois jogadores do Brasil procuraram apoio com a profissional logo após a partida contra a Sérvia, cerca de uma semana antes da estreia no Mundial. Saída da Granja Comary chegou a ser cogitada

A psicóloga Regina Brandão tentou ajudar dois atletas da Seleção mesmo antes do início do Mundial.

A psicóloga Regina Brandão tentou ajudar dois atletas da Seleção mesmo antes do início do Mundial. (Reprodução/internet)

A seleção de Felipão parecia mesmo estar à beira de um ataque de nervos. Dois atletas, que não tiveram seus nomes revelados, procuraram ajuda psicológica após o amistoso contra a Sérvia, no dia 6 de junho - quase uma semana antes da equipe estrear na Copa do Mundo. A revelação foi feita pela psicóloga Regina Brandão durante participação em um programa de TV. A profissional que acompanhou o grupo de atletas durante a disputa do Mundial a pedido do técnico Luiz Felipe Scolari, chegou a insinuar uma mudança no local da concentração do time.

"O Brasil jogou contra a Sérvia em um amistoso e depois jogou contra a Croácia. Nessas duas vezes eu fui ao hotel trabalhar com dois jogadores em especial, que tinham pedido se eu poderia ir lá conversar com eles. Depois fui após o jogo do Chile e de novo após o jogo da Colômbia", revelou a psicóloga.

O tema "controle emocional" foi bastante debatido durante a campanha brasileira na Copa, especialmente após a disputa de pênaltis contra o Chile nas oitavas de final. Durante toda a competição, jogadores e comissão técnica refutaram a hipótese de o grupo estar abalado psicologicamente pela pressão de disputar o torneio internacional em casa.

"Não vou dizer que faltava futebol, porque não é minha área. Trabalho no esporte há 30 anos e, em termos de grupo, foi o melhor que já avaliei psicologicamente falando. Individualmente eles tinham um perfil extraordinário. O grupo não conseguiu ter resultado no momento de máxima tensão, o coletivo não conseguiu transformar aquela qualidade individual, na hora do vamos ver, em desempenho", afirmou Regina.

A psicóloga revelou que até o comandante da Seleção chegou a pedir ajuda em certa ocasião. "O próprio Felipão (também me procurou). Teve um dia que eu conversei com ele e disse: você tem que amenizar um pouco, a situação está ficando muito pesada. Temos que pensar que são jovens, muito jovens".


Regina Brandão também comentou sobre as críticas que os atletas sofriam da imprensa. "O problema é que eles têm celular e acesso a tudo. Falamos: 'se preservem um pouco', mas eles não aguentam. A primeira coisa que eles vão fazer é ver o que a mídia falou deles", revelou. "São 900 jornalistas credenciados, as câmeras todas viradas para você. Me lembro que tinha câmeras viradas para todos os quartos. Você soma tudo isso, é uma pressão violenta".

Mudança de concentração

A psicóloga e Felipão também chegaram a conversar sobre a possibilidade de troca da Granja Comary, em Teresópolis (RJ), por outro local de concentração. "Perguntei ao Felipão se ele estava satisfeito com a concentração e ele falou que, se ficassem em um hotel, estariam presos", disse Regina.

Em entrevista a um programa de entrevistas na segunda-feira (14), a psicóloga admitiu que a equipe sofria com um desequilíbrio emocional e citou a palavra "pânico" para resumir o comportamento brasileiro na semifinal contra a Alemanha. 

"Foi coisa do momento e vou ter que falar, todo mundo entrou em pânico, e quando entra em pânico, você não pensa. A sensação do David nesse jogo, como no próximo, foi tentar resolver por conta própria e perdeu o coletivo. Cada um tenta resolver por conta própria", explicou.

Nesta quarta-feira (16), a psicóloga voltou a falar sobre o descontrole dos atletas na partida contra a Alemanha. Segundo Regina Brandão, este tipo de "pane" é comum no esporte.

"Já vi isso acontecer em várias modalidades, inclusive com equipes olímpicas nossas de vôlei e basquete. Não é uma coisa incomum que aconteça. Vejo dois momentos. Um da nossa seleção, que as coisas não foram dando certo, e um de maestria da Alemanha. Se você junta as duas na mesma situação, você toma uma saraivada de gols, que foi o que a gente tomou", comentou.