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Em clima descontraído, Felipão é apresentado no Grêmio

O ex-técnico da Seleção Brasileira sorriu e fez piada em seu retorno ao Tricolor e diz precisar de carinho. A reestreia de Scolari no comando do time só acontece no Gre-Nal

Felipão em sua apresentação oficial na sede do Grêmio, em Porto Alegre.

Felipão em sua apresentação oficial na sede do Grêmio, em Porto Alegre. (Divulgação/site oficial Grêmio)

Luiz Felipe Scolari foi apresentado oficialmente na manhã desta quarta-feira (30) como o novo treinador do Grêmio, em entrevista coletiva na sede do clube em Porto Alegre. O clima era de total descontração entre o treinador, presidente, conselheiros e imprensa que compareceram ao local. O comandante do Brasil na Copa disse "não estar nem aí” pra goleada de 7 a 1 sofrida contra a Alemanha no Mundial, mas que também “precisa de carinho”.

Nem parecia o Felipão dos velhos tempos. Sorridente e de ótimo humor, o gaúcho assumiu o cargo na presença de uma verdadeira plateia que o aguardava na sala de imprensa do Grêmio. Logo na chegada ao local, o presidente do Tricolor Gaúcho, Fábio Koff lhe entregou um cachecol e lhe disse: “Pé quente nós já sabemos que você é, agora vamos esquentar o seu pescoço.”, brincou o cartola gremista.

Não perdendo o clima de descontração, Scolari também brincou. "O único convite que eu aceitaria para voltar, doutor Fábio, seria do Grêmio. Por isso, quando o senhor me chamou para conversar e almoçar... Por sinal, eu que paguei o almoço!", disparou Felipão, levando o próprio Koff aos risos.


Em outro momento da apresentação, o novo técnico do Grêmio caçoou de Vanderlei Luxemburgo, que adora usar o termo “projeto” em suas entrevistas. "Nós temos duas competições, e podemos ganhá-las, ou chegar muito bem. Quero um projeto...", disse Felipão, rindo muito e completando: "Todo mundo brinca com o Vanderlei porque ele sempre fala isso... Quero um projeto que a gente se identifique", disse.

Vergonha na Seleção?

Todos na sala riam muito, parecia um estúdio de "talk show", como tantos que existem na TV. Porém, Felipão não fugiu das questões relacionadas à Seleção e do vexame contra a Alemanha. O treinador confessou que o resultado marcará negativamente sua carreira para sempre, mas que não serve como referência para sua vitoriosa trajetória no futebol.

“Claro que ficou marcado o resultado de 7 a 1. Sei disso. Mas não estou nem aí para discutir dados sobre isso, porque não vale a pena. Um jogo não diz o que foi a realidade da minha vida. Se as pessoas querem seguir por esse caminho, não vou discutir", reclamou Scolari, mudando o clima festivo da entrevista.

Felipão também disse precisar de carinho após tantas críticas recebidas depois da campanha da Seleção na Copa. “Todo mundo sabe que sou gremista, que aqui sempre foi minha casa. O único convite que aceitaria seria do Grêmio. Eu disse que um dia voltaria. Mas volto nesse momento também porque preciso de um abraço, de um carinho, de pessoas que me ajudem. Aqui, eu sei que os torcedores e jogadores vão estar comigo", declarou com olhos marejados.

A reestreia de Luiz Felipe Scolari no comando da equipe gaúcha só irá acontecer no dia 10 de agosto, no Gre-Nal - o que põe mais calor na disputa. Para o jogo contra o Vitória no próximo sábado (2), quem dirige o time é o interino André Jardine. O Grêmio está na 10ª colocação no Brasileirão, com 19 pontos em 12 partidas disputadas.