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Aos 84 anos, seu Flávio ainda quer fazer mais pela categoria de base do futebol amazonense

Veterano desportista quer revelar talentos nas categorias de base e dirigir time profissional. O descobridor de talentos lém de dirigir o Nacional, Rio Negro, Rodoviária, São Raimundo e Olímpico, o ex-treinador ainda se orgulha de ter revelado para o futebol local os craques Rolinha e o goleiro Iane, que brilharam em clubes do Amazonas. 


Militante do desporto amazonense, 'Seu' Flávio ainda quer fazer mais pelo futebol local

Militante do desporto amazonense, 'Seu' Flávio ainda quer fazer mais pelo futebol local (Bruno Kelly)

Com mais de 60 anos dedicados ao esporte amazonense, o acreano Flávio de Carvalho Souza, 84 anos de idade, natural da cidade de Cruzeiro do Sul (AC), mas que veio para Manaus com apenas um ano de idade, fez história no futebol do Amazonas. Com passagens pelo Nacional, São Raimundo, Rio Negro, Rodoviário e Olímpico, na função de treinador, Flávio de Souza, como é mais conhecido, também atuou na crônica esportiva na Rádio Baré, ao lado dos saudosos Orlando Rebelo, Flaviano Limongi e Carlos Zamith. E ele ainda é compositor. Para quem ainda não sabe, ele foi o autor de um dos hinos mais belos do futebol brasileiro: o do Nacional Futebol Clube, composto no ano de 1968. 

Mas quem foi que disse que seu Flávio pensa em parar por aí? Recentemente ele atuou como auxiliar técnico e treinador titular do sub-20 do Naça no Campeonato Amazonense. Ele ainda quer muito mais: revelar talentos nas categorias de base para o futebol do Amazonas.“Fui convidado pelo presidente do Nacional, Mário Cortez para fazer parte da comissão técnica do sub-20 que disputou o Campeonato Amazonense e topei o desafio. A minha proposta é descobrir talentos para o futebol do Amazonas. Jogadores da base que tenham condições de jogar no time profissional. Temos que diminuir a dependência da contratação de jogadores de fora e utilizar o máximo possível de atletas daqui. Estão vindo umas “bombas” de fora e os clubes tem que gastar dinheiro para treinador e empresário de jogador”, disparou o desportista. 

De acordo com Flavio de Souza, a diretoria nacionalina está disposta a desenvolver as categorias de base, e ele pretende continuar a dar sua contribuição às novas gerações. Ele disse que o Nacional deve disputar ainda esse ano as categorias de base infantil e juvenil, no Estadual. “Ainda tenho um sonho. Gostaria de treinar um time profissional para mostrar que aqui no Amazonas ainda existem pessoas que entendem de futebol. Mas, estou feliz em ter ajudado a treinar o sub-20 do Nacional. Recebi uma proposta de um presidente de um clube profissional que estaria interessado no meu trabalho, mas disse que no momento estou interessado em continuar no Naça”, afirmou Flávio sem revelar qual o time o queria como treinador.

Acostumado a grandes desafios, Flávio de Souza relembra com saudades dois momentos especiais na carreira de treinador que começou na década de 60, e o título de campeão amazonense conquistado em 1969 dirigindo a equipe da Rodoviária. Momentos especiais, mas existem dois momentos que marcaram a carreira do veterano treinador. “Relembro quando era treinador do Nacional em 1968 e vencemos o Flamengo aqui em Manaus por 1 a 0, com um gol do Pepeta, na Colina, em jogo amistoso. O Flamengo tinha no seu elenco o famoso Fio Maravilha. Outro momento inesquecível foi no Brasileiro de 1974, quando estava no Rio Negro e empatamos em 0 a 0 com o Atlético Mineiro em pleno Mineirão. No outro dia, toda a imprensa mineira queria saber quem era esse treinador do Amazonas. Eu disse a eles: ‘Eu sou lá da terra dos índios’”, relembrou, emocionado, o treinador que fez história em terras mineiras e amazonenses.

Pelé e outros craques

 Flávio de Souza se orgulha de ter atuado na função de preparador físico e ter sido o técnico do Naça, em 1968, numa partida amistosa no parque Amazonense contra o Santos de Pelé, Coutinho e companhia - o time paulista venceu por 2 a 1. O desportista disse que o treinador na época era o saudoso João Bosco Ramos de Lima, mas como tinha outros compromissos políticos na época, coube a Flávio enfrentar os santistas.
“Tinhamos um timaço com a maioria de jogadores daqui de Manaus, entre eles o (goleiro) Marialvo, Pedro Amilton, Rolinha, Rangel e Pepeta. Mas o Santos veio com Pelé e não queria perder de jeito nenhum. Jogamos bem e demos trabalho pra eles que suaram pra nos vencer. Foi emocionante enfrentar Pelé e outros craques”, relembrou. 

Mas, nem só de eventos esportivos dentro de campo é feita a trajetória de Flávio de Souza. Ele também brilhou no rádio amazonense na tradicional Rádio Baré. “Fui um dos pioneiros do radialismo esportivo no Amazonas juntamente com o saudoso Orlando Rebelo. Comecei na rádio Baré com 19 anos. Também convivi com vários artistas famosos da Música Popular Brasileira. Acompanhei de perto, aqui em Manaus, nomes como a cantora Marlene, Linda Batista, Moreira da Silva, Pixinguinha e o ator Mazzaropi na década de 50. Foram anos maravilhosos do rádio amazonense”, relembrou Flávio de Souza, mostrando as fotografias dos seus ídolos do passado que até hoje guarda com muito carinho.

Três perguntas

Nome: Flávio de souza, 84 anos, 

Função: mais de 60 deles dedicados ao esporte amazonense

1ª) O senhor é um militante do esporte. Como tudo começou?

Comecei desde menino a praticar esporte no campo do General Osório (colégio Militar de Manaus). Ajudei a plantar a grama lá para poder jogar bola no final da tarde. Cheguei a praticar voleibol, basquetebol e futebol e ganhei medalhas em competições. Sempre gostei de esportes.

2ª)Mas, afinal qual é o seu clube do coração? 

Aprendi a gostar de todos os clubes de Manaus e passei por muitos deles, mas o meu clube do coração no Amazonas sempre foi o Olímpico Clube. Mas, gosto de todos. Torço pelo futebol do Amazonas, que deve voltar a crescer. 

3ª) Que história é essa que o senhor deve compor um novo hino para o Rio Negro?

Até mesmo os adversários mais ferrenhos admiram o hino do Nacional que eu fiz em 1965. Quando perdermos o clássico Rio-Nal no sub-20, o presidente do Rio Negro, Thales Verçosa, chegou comigo cantando o hino do Nacional. Depois pediu pra mim compor um novo hino para o Rio Negro. Pedi pra ele me passar o histórico do clube e vou fazer um hino, sim.