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Unidos pelo futebol, descendentes de brasileiros e alemães se reúnem em bar de Manaus

Além do esporte, ambiente consagra aliança das culturas brasileira e germânica. Descontraídos, alemães residentes na capital discutem sobre possível campeão  

Brasileiros e alemães se reúnem em Manaus em clima de perfeita harmonia

Brasileiros e alemães se reúnem em Manaus em clima de perfeita harmonia (Antonio Lima)

No último sábado (7), o Bar Frankfurt, no Jardim Oriental, Parque 10, comemorou dez anos de existência. Mas além de reunir os amantes de um bom chope e da comida tradicional germânica, o espaço também é um reduto dos alemães residentes em Manaus. Apaixonados pelo esporte, eles se reúnem durante o período de realização dos grandes eventos do futebol mundial, como a Eurocopa e o Mundial da Fifa. Neste ano, não vai ser diferente, e a torcida já está ansiosa à espera da primeira Copa do Mundo no Brasil em 64 anos.

Antecipando o clima do torneio mais celebrado do esporte mundial, o CRAQUE reuniu no bar Frankfurt um time formado por alemães e brasileiros para falar de um assunto que aproxima os dois países. E não, não é de cerveja que estamos falando, mas sim do esporte mais popular do mundo: o futebol.

Na escalação alemã, o dono do bar, Rolf Jost, radicado em Manaus há 20 anos, e o engenheiro florestal e pesquisador do Inpa, Roland Vetter, que vive na cidade há 34 anos. Do lado brasileiro, o advogado Douglas Júnior e o contador Júlio César Moura.

Curioso é que o brasileiro Douglas - que até aprendeu o idioma germânico – sabe tudo sobre o rival brasileiro. Enquanto isso, o alemão Roland Vetter, que mora há mais tempo no Brasil do que em seu país natal, aposta mesmo é na vitória da Seleção Canarinho. “Eu espero que a Alemanha vença. Mas para isso, vai precisar de um pouco de sorte. Não somos os melhores”, diz o pesquisador.

“Se Brasil e Alemanha forem se enfrentar, vou torcer para o Brasil”, diz Roland, que aprecia o estilo de jogo brasileiro. Já o “naturalizado” Douglas está mais dividido. “Vou torcer para quem ganhar”, diz ele, fugindo da mesma pergunta. “A não ser que o goleiro da Seleção seja o Jefferson”, diz o jovem advogado, que divide o coração entre o Botafogo e o Bayern de Munique e explica a paixão. “Meu interesse pela Alemanha começou de sete para oito anos, quando assisti à Eurocopa de 1996, em que a Alemanha foi campeã em cima da República Tcheca”, diz Douglas.

Sem “virar a casaca”, mais uma vez quem defende o futebol brasileiro é o alemão Rolf. “O brasileiro joga com alegria, parece que todos adoram futebol”, diz ele, que viu dois dos três títulos de seu país em Copas do Mundo. “Nossa força também sempre foi a tradição dos goleiros, desde Sepp Mayer, passando por Oliver Kahn e agora com o Neuer”, declara.

Sem problema, até porque um possível confronto entre Brasil e Alemanha pode acontecer nas semifinais da Copa.