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“Somos favoritos e já temos uma mão na taça”, diz Parreira

Coordenador técnico da Seleção Brasileira concedeu entrevista coletiva realizada hoje (26), na Granja Comary, centro de treinamentos da seleção na cidade serrana de Teresópolis (RJ)

O coordenador técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, defende o favoritismo do Brasil na Copa do Mundo deste ano

O coordenador técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, defende o favoritismo do Brasil na Copa do Mundo deste ano (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, não poupou palavras para defender o favoritismo do Brasil na Copa do Mundo deste ano. Em entrevista coletiva realizada hoje (26), na Granja Comary, centro de treinamentos da seleção na cidade serrana de Teresópolis (RJ), Parreira demonstrou otimismo e disse que é hora de “reescrever a história”, em referência ao fato de o Brasil ser uma das únicas grandes potências do futebol a não ter vencido a Copa em casa.

“Nós somos os favoritos, sim. Evidentemente, não basta ser favorito para ganhar. Quantos favoritos já fracassaram? Então não basta ser favorito. Tem que ir a campo, encarar a partida com a maior seriedade e exercer o favoritismo a cada jogo”, declarou Parreira, ao lado do auxiliar técnico da seleção, Flávio Murtosa.

Perguntado sobre como a comissão técnica e os jogadores estavam lidando com o chamado “fantasma de 50”, quando o Brasil, em 1950, perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã - apesar de ser favorito na ocasião - Murtosa disse que o problema, na época, foi o clima de “já ganhou”.

“O Brasil era favorito. Era a melhor seleção. Mas o grande mal daquela Copa foi o 'já ganhou'. Isto este grupo não tem. Sabe que será uma Copa difícil, mas que tem condições de atingir o objetivo, de entrar e vencer”, avaliou.

Parreira disse que não há contradição em dizer que o Brasil já é campeão e ao mesmo tempo evitar o clima de “já ganhou” na disputa. “Não estamos falando isso da boca para fora. Nós acreditamos mesmo. Em 50, sem dúvida alguma, o fora de campo não ajudou. Em seleção brasileira, me perguntam o que eu aprendi em seis ou sete Copas do Mundo? A primeira coisa é ganhar fora de campo. E não é fácil. Envolve muitas coisas. Operacional, logística, planejamento, relacionamento com o torcedor, com a imprensa, com a própria equipe. Então, nós já estamos com uma mão na taça”, disse Parreira.

Murtosa ressaltou que, se o Brasil quiser ser campeão, terá de jogar, necessariamente, com quatro ou cinco grandes seleções e destacou a Bélgica como uma possível surpresa.

Parreira disse que o Brasil poderá reescrever sua história com a Copa deste ano. “É oportunidade para um resgate de algo que está entalado há 64 anos. Das grandes seleções, somos a única que não ganhou em casa. Vamos mudar essa história, acabar com o 'maracanazo'. Vamos reescrever essa história futebolística.”

Perguntado sobre o protesto de profissionais de educação do Rio de Janeiro, que questionaram gastos públicos com a Copa do Mundo, o coordenador técnico da seleção disse que não comentaria assuntos que não estejam relacionados ao futebol. Mais cedo, o grupo fez uma manifestação em frente a um hotel na Ilha do Governador, onde alguns jogadores da seleção brasileira se apresentaram nesta manhã antes de seguirem para Teresópolis, e no saguão do Terminal 2 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Antonio Carlos Jobim/Galeão.